Américas Polícia retira manifestantes anti-Dilma do centro de São Paulo

Polícia retira manifestantes anti-Dilma do centro de São Paulo

As forças policiais recorreram a canhões de água para desmantelar o acampamento instalado desde quarta-feira à noite. Para a mesma zona está prevista esta sexta-feira uma concentração pró-Governo de Dilma Rousseff.
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Paulo Zacarias Gomes 18 de março de 2016 às 12:32

A polícia de choque brasileira dispersou esta sexta-feira, 18 de Março, os manifestantes que se encontravam concentrados desde quarta-feira à noite na Avenida Paulista, no centro da cidade de São Paulo, em protesto contra a manutenção de Dilma Rousseff à frente do Governo de Brasília.


De acordo com a comunicação social local, as forças policiais recorreram a canhões de água e a granadas de atordoamento para afastar os manifestantes, tendo ainda removido as tendas que estavam instaladas no local, em frente à sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. A circulação automóvel na via foi entretanto retomada.



A acção policial ocorreu por volta das 11:40, menos três horas em São Paulo, e a cerca de sete horas do início de uma manifestação na mesma artéria convocada pelo Partido dos Trabalhistas e Partido Comunista do Brasil em apoio à Presidente Dilma Rousseff e onde está também prevista a participação do ex-Presidente brasileiro Lula da Silva.


A manifestação ocorre um dia depois de a Câmara dos Deputados brasileira ter acelerado a constituição de uma comissão especial para analisar a destituição da Presidente, cabendo-lhe investigar indícios de má conduta financeira na direcção do Estado.

De acordo com a conta do Partido dos Trabalhadores (PT) no Twitter, o antigo Chefe de Estado vai estar no "Acto Festival – o Canto da Democracia", que está marcado para as 19:00 (hora de Portugal Continental, menos três horas em São Paulo) e é promovido pela Frente Brasil Popular, que une o PT, o Partido Comunista do Brasil e sindicatos.

 

Lula da Silva está num limbo político desde o início da tarde desta quinta-feira, quando foi nomeado ministro da Casa Civil por Dilma Rousseff, uma decisão que foi suspensa minutos depois por uma ordem do tribunal. O juiz Catta Preta, que participou em protestos contra o Governo Dilma, deu razão a uma acção popular que contestava a decisão. 


O Governo recorreu e essa ordem judicial foi entretanto anulada, mas existem pelo menos mais 20 acções semelhantes em trânsito nos tribunais, pedindo a anulação da nomeação. A nomeação de Lula para este cargo – cuja posse efectiva ocorre no próximo dia 22, terça-feira - coloca apenas nas mãos do Supremo Tribunal Federal qualquer investigação ao anterior Presidente da República.


A suspensão do mandato ocorreu no mesmo dia em que a Câmara dos Deputados do Brasil deu posse à comissão especial que vai analisar a destituição da Presidente Dilma Rousseff, destinada a estudar os indícios de má conduta da Presidente enquanto gestora das contas públicas em 2014 e também enquanto ex-líder da Petrobras. 




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