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Portas: Novos acordos entre Portugal e a Venezuela rondam os 800 milhões de euros

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, revelou hoje em Caracas que os novos acordos assinados com a Venezuela rondam os 800 milhões de euros, destacando que os trabalhos da Comissão Mista de Acompanhamento Bilateral decorreram com "o pé direito".

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Lusa 21 de Maio de 2013 às 08:20
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"Assinámos um conjunto de contratos cujo valor potencial não será inferior a 800 milhões de euros e que atuam quer no sector da fileira agro-alimentar, quer no sector das telecomunicações e electricidade, quer no sector de tecnologias de educação", disse, ao referir-se aos cinco acordos estabelecidos.

 

Para o Ministério dos Negócios Estrangeiros a reunião da Mista de Acompanhamento Bilateral (Cmab) serviu também "para resolver alguns temas pendentes, nomeadamente alguns atrasos de pagamentos que às vezes colocam problemas de tesouraria às empresas, nomeadamente no sector farmacêutico mas não só".

 

"Resolveu-se o que havia a resolver e há uma agenda muito importante para a Comissão Mista em Lisboa, a 18 de Junho", frisou, fazendo alusão à segunda parte dos trabalhos que terão lugar no próximo mês em Portugal.

 

Em declarações à Agência Lusa e à RTP explicou que estão sobre a mesa novos "projectos" para concluir em Lisboa, "na área da construção de habitação, tanto na área social como para a classe média, na área das energia, da electricidade e do melhor funcionamento da rede elétrica na Venezuela, ligados às energias alternativas, de desenvolvimento, de fornecimentos na área alimentar, onde as nossas exportações são muito fortes".

 

Frisou ainda que estão em negociações projectos para a "instalação de fábricas, por exemplo, para matérias de construção, cerâmicas e outros, na área de turismo pela primeira vez, também em sectores das indústrias da cultura".

 

"Tem aqui alguns exemplos de uma agenda muito preenchida que os dois governos e sobretudo as empresas vão trabalhar até Lisboa e eu penso que começámos com o pé direito e vamos continuar em Lisboa", frisou.

 

Paulo Portas voltou a insistir que as relações bilaterais entre Portugal e a Venezuela são "uma prioridade" na política externa portuguesa.

 

"É mesmo uma prioridade, desde logo porque estão aqui 400.000 portugueses e o nosso primeiro dever é fazer tudo para que eles sejam bem tratados. Depois porque há centenas de empresas a tratar este mercado e a Venezuela é o nosso segundo maior cliente na América Latina".

 

"Num só dia de trabalho, assinar contratos na ordem dos 800 milhões de euros como valor potencial, e ter uma agenda que se cifra em valores muito elevados que  vamos tentar fechar total ou parcialmente em Lisboa, significa oportunidades para as empresas portuguesas ganharem aqui mercado, defender postos de trabalho em Portugal, conseguir no mercado externo aquilo que está mais difícil no mercado interno", disse.

 

Frisou ainda que "isso também permite, como em vários sectores se vai notar, que empresas portuguesas se juntem a empresas venezuelanas e tentem ganhar os mercados regionais aqui à volta".

 

"A todos os títulos, manter esta boa relação com a Venezuela é importante. Trazer mais empresas para a Venezuela ainda é mais importante, e isso implica uma regra sem quebra, respeito pela soberania de cada país", concluiu.

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