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Senado aprova Janet Yellen para presidente da Fed

A nomeação de Janet Yellen para a presidência do banco central norte-americano foi aprovada esta segunda-feira no Senado por 56 votos a favor e 26 contra. Um total de 11 Republicanos apoiou-a.

Negócios com Lusa 07 de Janeiro de 2014 às 00:05
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A actual vice-presidente da Fed, Janet Yellen, foi nomeada a 9 de Outubro pelo presidente Barack Obama para suceder a Ben Bernanke, que cessa funções a 31 de Janeiro de 2014. O mandato tem a duração de quatro anos e Yellen torna-se a 15ª pessoa a comandar os destinos da política monetária à frente do banco central dos EUA.

 

A nomeação de Yellen, com 67 anos, já tinha sido aprovada pela comissão de Assuntos Bancários do Senado e a confirmação por todo o plenário é a última etapa do processo.

 

Yellen será a primeira mulher a ocupar o cargo de presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos. Vice-presidente do Conselho de Governadores da Fed desde 4 de Outubro de 2010, Yellen presidiu antes ao banco do Sistema da Reserva Federal em San Francisco.

 

Licenciada na Universidade de Brown, em 1967, e doutorada em Yale, em 1971, presidiu ao Conselho dos Consultores Económicos do Presidente democrata Bill Clinton, entre 1997 e 1999.

 

Casada com George Akerlof, galardoado com o Prémio Nobel da Economia, Yellen tem uma extensa obra publicada sobre macroeconomia, em particular sobre as causas, os mecanismos e as implicações do desemprego.

 

Ben Bernanke tomou posse à frente da Fed no final de Janeiro de 2006 e foi reconduzido por Obama, em Janeiro de 2010, para um segundo mandato. Depois de dois mandatos de quatro anos, será altura de abandonar as funções em Janeiro do próximo ano.

 

O seu antecessor, Alan Greenspan, conduziu a política monetária do país durante 19 anos, entre 1987 e 2006.

 

Retirada dos estímulos ficará a cargo de uma "pomba"

 

Janet Yellen é uma das responsáveis de política monetária da Reserva Federal que deverá reunir mais apoio para desempenhar o cargo de presidente. Contudo, é considerada uma “pomba”, que em jargão económico denomina alguém que dá prioridade ao combate ao desemprego em detrimento de um controlo mais apertado da inflação.

 

A futura sucessora de Ben Bernanke apoiou as actuais políticas de estímulo à economia e que são as mais expansionistas da história da Fed. Assim, a escolha de Barack Obama combinar uma política de continuidade durante a retirada dos estímulos, combinada com a competência para ocupar o cargo mais importante do mundo na condução de política monetária.

 

"É difícil imaginar uma escolha melhor em virtude da sua inteligência, temperamento, sensatez demonstrada, compreensão da Fed e longa experiência", disse o professor da Universidade de Princeton e antivo vice-presidente da Fed, Alan Blinder, à Bloomberg. "Ela deverá dar uma excelente presidente da Fed".

 

O banco central norte-americano tem a missão de conduzir uma política monetária que assegura a estabilidade dos preços e a evolução da economia de acordo com o seu potencial. A escolha de Yellen, numa altura de crise internacional, transmite a mensagem de que a Fed vai apoiar o crescimento da economia.

 

Janet Yellen é ainda reconhecida por ter sido uma das poucas responsáveis de política monetária a alertar para os riscos do mercado imobiliário. Por outro lado, é responsável pela apresentação de linhas condutoras para a política monetária. Em Janeiro de 2012, a Fed apresentou o objectivo para a inflação de longo prazo de 2,0% e um nível de desemprego entre 5,2% e 6,0%.

 

O anúncio resultou do trabalho feito ao longo de dois anos pelo sub-comité liderado por Yellen, que reuniu 15 vezes ao longo de dois anos. Antes da existência deste grupo de trabalho, as reuniões da Comissão Federal de Operações de Mercado Aberto não eram seguidas de conferências de imprensa nem existiam metas para o desemprego ou inflação.

 

"Ela assegura continuidade, por um lado, e, por outro é altamente qualificada" para as funções, afirmou o economista do Citigroup Nathan Sheets, que foi o responsável de economista internacional da Fed. "Não sei se alguma vez houve um presidente da Fed com um conjunto de credenciais mais amplo", acrescentou.

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