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S&P sinaliza que pode baixar rating do Brasil para "lixo"

A agência manteve o rating da dívida pública brasileira em "BBB-", a mais baixa classificação em grau de investimento, mas alterou a perspectiva de estável para negativa. Corrupção, instabilidade política e derrapagem orçamental podem em Março atirar o Brasil para investimento especulativo, ou "lixo".

Reuters
Negócios 28 de Julho de 2015 às 20:27
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A Standard & Poor's (S&P) manteve inalterado nesta terça-feira, 28 de Julho, o rating da dívida pública do Brasil em BBB-, a mais baixa classificação em grau de investimento, mas alterou a perspectiva ("outlook") de estável para negativa, sinalizando a maior probabilidade de descida da notação, que, nesse caso, entrará em terreno especulativo, ou "lixo".


A dimensão da rede de corrupção entre empresas e os partidos políticos que apoiam o governo de Dilma Rousseff no âmbito da Operação Lava Jato, a instabilidade política e a dificuldade em aprovar medidas de correcção da derrapagem orçamental são as principais razões enumeradas pela S&P para estar mais pessimista sobre o país.

"Apesar das mudanças generalizadas de política em curso, que continuamos a acreditar que têm o apoio da presidente, os riscos de execução aumentaram. Na nossa visão, esses riscos derivam tanto da frente económica quanto da política", afirma a S&P em nota citada pela revista Veja.


Em teleconferência com analistas, a economista sénior da S&P, Lisa Schineller, reconheceu as mudanças na direcção da política económica no segundo mandato de Dilma Rousseff. Porém, afirma que a execução da nova estratégia está cada vez mais difícil, devido à falta de coesão política. "Em resultado, a retoma do crescimento vai demorar mais do que esperávamos. Vemos os riscos a aumentarem, sem perspectivas de melhora", afirma.

A economista afirmou ainda que a revisão do rating deve ocorrer em meados de Março de 2016, e que um ponto crucial para que o Brasil não perca o grau de investimento é a percepção de que o governo terá mais apoio para aprovar e manter as medidas de austeridade. A agência diz ainda que não trabalha com um cenário base de impeachment de Dilma.

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