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Trump diz que 99% dos casos de covid nos EUA são "totalmente inofensivos"

O discurso com que o Presidente dos EUA fechou as celebrações do Dia da Independência foi marcado por novas afirmações não consubstanciadas de Donald Trump sobre a pandemia, numa altura em que há estados norte-americanos a registarem um recorde de novos casos.

reuters
Negócios jng@negocios.pt 05 de Julho de 2020 às 12:02
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Donald Trump assinalou o Dia da Independência com muito fogo de artifício e um discurso no Relvado Sul da Casa Branca marcado por frase polémicas e um ataque à "esquerda radical".

 

"Já testámos quase 40 milhões de pessoas. Ao fazê-lo, os casos aparecem, 99% dos quais são totalmente inofensivos", disse o Presidente dos EUA, numa altura em que a Flórida e o Texas registam um recorde de novas infeções: 20 mil em conjunto. O país vem anunciando cerca de 50 mil novos casos por dia.

 

"São resultados que nenhum país pode mostrar porque nenhum país testa tanto como nós, nem em termos de número nem em termos de qualidade", acrescentou Trump. "Provavelmente teremos uma vacina e/ou tratamento muito antes do final do ano", afirmou.

 

Segundo a Reuters, durante os primeiros quatro dias de julho um total de 14 estados registaram um recorde de novos casos de covid-19. A maioria dos fogos de artifício para assinalar o 4 de Julho foram cancelados e as autoridades locais e estaduais deixaram apelos para que os americanos evitassem multidões, respeitassem o distanciamento social e usassem máscaras em público.

 

O contrário do que se viu nas cerimónias organizadas pela Casa Branca que tiveram as caras de quatro antigos Presidentes esculpidas na rocha do monte Rushmore como cenário e depois os jardins perto da Casa Branca e onde participaram centenas de pessoas.

 

Além de novos ataques à China, o discurso foi marcado pela resposta ao que Trump chama de "esquerda radical". "Estamos no processo de derrotar a esquerda radical, os marxistas, os anarquistas, os agitadores, os saqueadores, e pessoas que em muitos casos não têm a mínima noção do que estão a fazer".

 

"Nunca deixaremos que uma multidão em fúria destrua as nossas estátuas, apague a nossa história, doutrine as nossas crianças ou atropele as nossas liberdades. Vamos ensinar as nossas crianças a adorar o nosso país para que possam construir o seu futuro" afirmou ainda.

 

"O nosso modo de vida começou quando Colombo descobriu a América", acrescentou numa reação às estátuas do navegador que têm sido retiradas em várias cidades.

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