Américas UE condena uso de violência na entrada de ajuda humanitária na Venezuela

UE condena uso de violência na entrada de ajuda humanitária na Venezuela

A chegada de ajuda humanitária à Venezuela tem sido marcado por atos violentos. Na fronteira Colômbia há registos de camiões incendiados.
UE condena uso de violência na entrada de ajuda humanitária na Venezuela
Lusa 24 de fevereiro de 2019 às 14:26

A União Europeia (UE) pediu este domingo, 24 de fevereiro, moderação às forças de segurança venezuelanas, e que evitem o uso de força, na entrada de ajuda humanitária na Venezuela.

"Fazemos um forte apelo aos organismos de segurança de cumprimento da lei para que mostrem moderação, evitem o uso da força e permitam a entrada de ajuda", referiu a alta representante da UE para a política externa, Federica Mogherini, em comunicado.

Repudiando "o uso de grupos armados para intimidar civis e legisladores", a UE apelou ao Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, para que "reconheça a emergência humanitária" dada a escalada de tensão no país.

Federica Mogherini recordou que, entre 2018 e 2019, a União Europeia se comprometeu a dar mais de 60 milhões de euros em ajuda humanitária e apoio ao desenvolvimento na Venezuela para "aliviar o sofrimento dos mais vulneráveis".

No sábado, as forças leais a Nicolás Maduro impediram a entrada no país de ajuda humanitária, parte da qual enviada pelos Estados Unidos, pelas fronteiras terrestres com a Colômbia e o Brasil.

O dia ficou marcado por atos violentos na chegada da ajuda humanitária, com camiões incendiados na fronteira com a Colômbia e outros a regressar ao Brasil, registando-se pelo menos quatro mortos em confrontos e 285 feridos, e deserções entre as forças venezuelanas.

A entrada da ajuda humanitária tinha sido convocada por Juan Guaidó, líder do parlamento venezuelano e o autoproclamado Presidente interino da Venezuela.

Na rede social Twitter, Juan Guaidó anunciou no sábado que vai pedir formalmente à comunidade internacional que mantenha "abertas todas as opções para conseguir a libertação" do país.

"Os acontecimentos de hoje [sábado] obrigam-me a tomar uma decisão: propor formalmente à comunidade internacional que devemos manter abertas todas as opções para conseguir a libertação desta Pátria que luta e que continuará a lutar. A esperança nasceu para não morrer, Venezuela!", escreveu Guaidó na sua conta oficial no Twitter.

Segundo dados da ONU, a grave crise económica e social que afeta a Venezuela levou cerca de 3,4 milhões de pessoas a fugirem do país desde 2015.

Em 2016, a população da Venezuela era de aproximadamente 31,7 milhões de habitantes, incluindo cerca de 300 mil portugueses ou lusodescendentes.

 




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