Américas Venezuela detém seis suspeitos pelo ataque com drones

Venezuela detém seis suspeitos pelo ataque com drones

O governo venezuelano anunciou este domingo, 5 de Agosto, que já foram detidas seis pessoas na sequência das explosões provocadas por drones durante um discurso do presidente do país, Nicolas Maduro.
Venezuela detém seis suspeitos pelo ataque com drones
Cofina Media
Negócios 05 de agosto de 2018 às 20:09

Segundo avançou o ministro do Interior, Nestor Reverol, um dos seis suspeitos detidos tinha um mandado de prisão por causa de um ataque contra uma base militar, em 2017, e um segundo esteve preso em 2014 por participar em protestos contra o governo nas ruas.


No entanto, críticos da oposição lembram que o governo já usou no passado este tipo de incidentes como pretexto para acções severas contra os opositores.

"Advertimos que o governo está a aproveitar este incidente para criminalizar aqueles que, de forma legítima e democrática, se opõem a ele e para aprofundar a repressão e as violações sistemáticas dos direitos humanos", escreveu a coligação de oposição Frente Ampla num comunicado publicado no Twitter.

Duas explosões, aparentemente provocadas por drones obrigaram, no sábado,o presidente da Venezuela a abandonar rapidamente uma cerimónia de celebração do 81.º aniversário da Guarda Nacional Bolivariana (polícia militar).

O acto, que decorria na Avenida Bolívar de Caracas (centro), estava a ser transmitida em simultâneo e de maneira obrigatória pelas rádios e televisões venezuelanas e no momento em que Nicolás Maduro anuncia que tinha chegado a hora da recuperação económica ouviu-se uma das explosões, que fez inclusive vibrar a câmara que focava o chefe de Estado.

Nesse instante, a mulher do presidente venezuelano, Cília Flores, e o próprio chefe de Estado olharam para cima. Antes de a televisão venezuelana suspender a transmissão foi possível ainda ver, o momento em que militares rompiam a formação.

 

Maduro saiu ileso do ataque que provocou sete feridos e acusou o governo colombiano de ter mão no "atentado".

 

"Tudo aponta para a extrema-direita venezuelana, em aliança com a extrema-direita colombiana e tenho a certeza que Juan Manuel Santos está por detrás deste atentado", denunciou Maduro, durante um transmissão televisiva ao país este sábado, desde o palácio presidencial de Miraflores.

O presidente da Venezuela explicou que o seu homólogo colombiano, Juan Manuel Santos, vai abandonar a presidência do país, no dia 7 de agosto e que não podia deixar o poder "sem fazer dano" ao seu país. "Tratou-se de um atentado para me matar. No dia de hoje (sábado) tentaram assassinar-me. As investigações apontam a Bogotá", disse.




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