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Bolsas asiáticas “imitam” Wall Street e negoceiam em terreno negativo

A perspectiva de que a Reserva Federal norte-americana possa diminuir os estímulos à maior economia do mundo continua a pressionar a evolução das bolsas. Além disso, os dados económicos divulgados nos EUA estão a pesar na Ásia.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 06 de Junho de 2013 às 07:50
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As bolsas da Ásia estão a negociar em terreno negativo numa altura em que os investidores se mantêm expectantes face à acção futura da Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos.

 

O MSCI Ásia Pacífico está a perder 0,7% para os 131,35 pontos, de acordo com os dados disponibilizados pelo terminal da Bloomberg. Se o índice terminar o dia nesta pontuação estará a renovar o valor mais baixo desde 28 de Janeiro.

 

Grande parte dos índices nacionais seguem em baixa, como a praça de Hong Kong, que recua 1%, e a da China, cuja desvalorização é de 0,6%. A bolsa chinesa cai pelo sexto dia, naquele que é, segundo a agência de informação, o maior ciclo de quedas do presente ano.

 

As bolsas seguem em baixa da mesma forma que também deslizou Wall Street na sessão de quarta-feira. Os índices S&P 500 e Dow Jones marcaram recuos superiores a 1% depois de divulgado que as empresas norte-americanas contrataram mais trabalhadores em Maio, mas em número inferior ao esperado.

 

Além disso, os investidores continuam com receios de que a Fed possa começar a retirar, mais cedo do que o antecipado anteriormente, as medidas de estímulo à economia norte-americana. O que traz receios para os mercados, nomeadamente, de que a recuperação global possa perder força.

 

No Japão, os índices seguem a cair num dia em que a volatilidade está em destaque. O Nikkei passou, em pouco mais de dez minutos, de uma subida de 0,73% para uma descida de 0,1%. Já o Topix acentuou, no mesmo período, para uma desvalorização de 1,1%. As descidas contrariam as fortes valorizações que se têm vindo a registar desde o início do ano, com ambos os índices a acumularem ganhos acima de 26%.

 

“A lua-de-mel dos mercados com o governo de [Shinzo] Abe terminou, mas parece prematuro considerar que se está a assinar o divórcio”, rematou o economista-chefe global Julian Jessop, do Capital Economics, à “Market Watch”.

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