Ásia Múltiplos ataques no Sri Lanka fazem mais de 200 mortos

Múltiplos ataques no Sri Lanka fazem mais de 200 mortos

Número de mortos aumenta. Uma das vítimas é portuguesa.
Múltiplos ataques no Sri Lanka fazem mais de 200 mortos
EPA
Negócios com Lusa 21 de abril de 2019 às 10:08

Uma série de explosões que ocorreram em igrejas e hotéis hoje no Sri Lanka provocou pelo menos mais de 200 mortos. A atualização às 11:33 horas (Lisboa) dava conta de 158 mortos, entre os quais 35 estrangeiros, sendo um português. Mas o número de vítimas continua a aumentar e já foram avançados números mais recentes. 

O número de mortos ascende a 207, entre os quais vários estrangeiros, um dos quais português, e o de feridos aos 450, afirmou o porta-voz da polícia do Sri Lanka, Ruwan Gunasekara, em conferência de imprensa na capital Colombo.

Pelo menos seis explosões que ocorreram esta manhã no Sri Lanka resultaram de bombistas suicidas, revelaram investigações iniciais, citadas pelo jornal britânico Daily Mirror, que apontam para radicais islâmicos na origem dos ataques. O ministro da defesa do Sri Lanka avançou hoje que foram detidos sete suspeitos.

Após as oito explosões, o Governo decretou o Estado de Emergência e a polícia impôs o recolher obrigatório com efeito imediato perante o perigo de novos ataques. O recolher obrigatório no país, "até nova ordem", entra em vigor às 18:00 (hora local - 13:30 em Lisboa), por um período de 12 horas.

As primeiras seis explosões ocorreram "quase em simultâneo", pelas 08:45 (03:15 em Portugal), em três hotéis de luxo e uma igreja em Colombo, outra em Katana, a oeste do país e a terceira em Batticaloa, a este da ilha, explicou Gunasekara.

A sétima detonação, que provocou duas mortes, registou-se horas mais tarde num pequeno hotel situado a cerca de 100 metros do jardim zoológico de Dehiwala, um subúrbio a uma dezena de quilómetros do centro de Colombo.

Já a oitava e última explosão, até ao momento, teve lugar num complexo de vivendas na zona de Dermatagoda, também na capital, sem que as autoridades tenham revelado mais detalhes para já.

Para já, ninguém reclamou a autoria dos ataques coordenados, sendo que as autoridades estão empenhadas em prestar atenção especial à eventual difusão de notícias falsas que possam gerar confusão ou atos de represália contra algum grupo étnico ou religioso.

Desta forma, o Governo do Sri Lanka decretou um bloqueio temporário às redes sociais para impedir a difusão "de informações incorretas" relacionadas com a vaga de explosões que aconteceram na ilha. "O Governo decidiu bloquear todas as plataformas de redes sociais para evitar a disseminação de informações incorretas e falsas. Essa é apenas uma medida temporária", afirmou a presidência em comunicado.

O Ministério da Educação anunciou o encerramento de todas as escolas do país na segunda e terça-feira.

Também o primeiro ministro do país, Ranil Wickremesinghe, liderou uma reunião de emergência com altos cargos das forças de segurança e outros membros do Governo, entre eles o ministro para as Reformas Económicas e a Distribuição Pública, Harsha de Silva, que deu detalhes do encontro na rede social Twitter.


Um português entre as vítimas
A cônsul de Portugal em Colombo, Preenie Pine, revelou à Lusa que existe um português entre as vítimas mortais.

Em declarações à Lusa via telefone, a cônsul avançou que entre as vítimas está "um jovem português, com idade que ronda os 30 anos", que se encontrava num dos hotéis atingidos por uma das seis explosões que ocorreram esta manhã no Sri Lanka. O português, de Viseu, encontrava-se, segundo notícias entretanto divulgadas, em lua de mel.

A Lusa avançou entretanto que o jovem, de nome Rui Lucas,  era funcionário de uma empresa de Vouzela.

A comunidade internacional reagiu com comoção perante a tragédia, com as autoridades dos países vizinhos, como a India, Paquistão e Indonésia, e também da União Europeia (UE), Alemanha, Bélgica, Holanda, Portugal, Espanha e Turquia, assim como as igrejas cristãs na Terra Santa.


Os fiéis católicos celebram hoje o Domingo de Ressurreição, o dia mais importante entre os rituais da Semana Santa.

De acordo com a cônsul, há mais portugueses no país, mas "estão todos bem", acrescentando que está a dar apoio à mulher da vítima. "É um dia muito triste, estamos chocados", adiantou.

(Notícia atualizada às 12:12, às 16:00 com nova contabilização de vítimas, e às 18:40)

 




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