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Vice-presidente da China garante que Pequim ainda está disposta a negociar com os EUA

O vice-presidente da China, Wang Qishan, garantiu que Pequim continua disposta a negociar uma solução para o comércio com os Estados Unidos, mas avisou que o país não será novamente intimidado e oprimido por parte de potências estrangeiras.

Wang Qishan
Reuters
Rita Faria afaria@negocios.pt 06 de Novembro de 2018 às 09:02
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No New Economy Forum, da Bloomberg, em Singapura, Qishan – que é também um dos mais conhecidos reformistas económicos da China – afirmou que o comércio ainda é a "âncora e o propulsor" das relações entre as duas maiores economias do mundo.

O vice-presidente da China reiterou a importância da "via das negociações "para superar o conflito com os Estados Unidos, advertindo para o perigo do "populismo de direita" e do "unilateralismo".  

"O lado chinês está disponível para ter discussões com os EUA sobre questões de interesse mútuo e trabalhar para uma solução de comércio aceitável para ambos os lados", disse Wang perante uma plateia de mais de 400 líderes empresariais e políticos esta terça-feira. "A China permanecerá calma e sóbria e adoptará uma maior abertura para que seja possível alcançar benefícios mútuos".

No entanto, acrescentou, "a China foi "intimidada e oprimida pelas potências imperialistas" e deve "abrir o seu próprio caminho".

As palavras do vice-presidente chinês chegam um dia depois de Xi Jinping ter prometido baixar as tarifas e abrir mais o mercado chinês, numa feira que promove o país como importador.

Ainda no mesmo discurso, realizado na segunda-feira, o presidente chinês criticou as medidas proteccionistas – como as que têm vindo a ser aplicadas pelos Estados Unidos com o aumento de tarifas – , apelidando-as de "lei da selva" e defendendo políticas de maior reciprocidade nos ganhos. 

"À medida que a globalização se intensifica, as práticas de lei da selva e do vencedor que tudo ganha são um beco sem saída", avisou Jinping, para a seguir acrescentar que "inclusão e reciprocidade, uma situação em que todos ganham e os benefícios são mútuos, são caminhos com espaço para alargar".

 

Na quinta-feira passada, o presidente norte-americano, Donald Trump, assegurou que as conversações com a China estão "num bom caminho. No dia seguinte, foi noticiado pela Bloomberg que Trump pediu mesmo à sua equipa para desenhar um esboço daquilo que poderá vir a ser o documento assinado por ambos. Uma notícia que foi depois minimizada pelo assessor económico da Casa Branca, Larry Kudlow, que rejeitou a possibilidade de um acordo rápido com Pequim.

 

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