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Ao minuto14.05.2026

Xi Jinping quer China e EUA a crescerem juntos. Trump convida líder chinês a ir à Casa Branca

Termo em mandarim usado pelo líder chinês não significa necessariamente um conflito militar. Encontro entre os presidentes das duas maiores economias do mundo termina com apelos à cooperação.

Negócios 14 de Maio de 2026 às 13:15
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14.05.2026

Trump diz que EUA e China têm relação "muito especial"

“É uma relação muito especial”: Trump recorda relações entre EUA e China durante jantar de Estado em Pequim
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14.05.2026

Xi diz que "grande revitalização" da China é compatível com movimento MAGA de Trump

O Presidente chinês, Xi Jinping, afirmou esta quinta-feira que as aspirações da "grande revitalização" da China são compatíveis com as de "tornar a América grande novamente", como é conhecido o movimento MAGA ("Make America Great Again") promovido por Donald Trump.

Na abertura do banquete de Estado durante a visita oficial do Presidente norte-americano, Donald Trump, a Pequim, Xi traçou paralelos entre o plano para os próximos 15 anos, de "avançar a modernização da China através de um desenvolvimento de alta qualidade", e a celebração dos 250 anos de independência dos Estados Unidos e o espírito de "patriotismo, inovação e pioneirismo" que representa.

"Alcançar o rejuvenescimento da nação chinesa e tornar a América grande novamente pode avançar plenamente em paralelo, reforçar-se mutuamente e beneficiar o mundo”, defendeu.

Mais tarde, Trump brindou à "prosperidade da China e dos Estados Unidos" e a um futuro "promissor" para as relações amistosas entre os dois países, enquanto Xi afirmou que ambos acreditam manter a "relação bilateral mais importante do mundo".

"Temos de garantir que funciona e nunca se estraga", disse Xi, no final do primeiro dia de visita oficial de Trump.

O jantar de gala realiza-se num salão do Grande Palácio do Povo e entre os participantes encontram-se altos funcionários de ambos os países, bem como empresários de grandes empresas chinesas e norte-americanas.

Trump enfatizou o "laço de respeito" entre os dois países, que pode ser rastreado até à origem dos Estados Unidos, e afirmou que é "uma das relações mais transcendentais da história" e que definiu como "especial".

"Ambos valorizamos o trabalho árduo, o valor, a coragem e a conquista", disse Trump, acrescentando: "Ambos temos a oportunidade de nutrir esses valores para criar um futuro de grande prosperidade, cooperação e felicidade”.

A visita de Trump prossegue na sexta-feira com um almoço de trabalho.

14.05.2026

Trump convida Xi a visitar Casa Branca em 24 de setembro

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou esta quinta-feira o homólogo chinês, Xi Jiping, a visitar a Casa Branca em 24 de setembro, após considerar “extremamente positivas e produtivas” as discussões entre ambos em Pequim.

“Tenho a honra de o convidar e à senhora Peng para nos visitarem na Casa Branca a 24 de setembro", disse Trump, ao dirigir-se a Xi e à sua mulher, Peng Liyuan, durante o discurso no banquete de Estado realizado em Pequim, no âmbito da visita oficial do líder norte-americano à China.

Na sua intervenção, Trump descreveu as conversações que manteve com Xi Jinping antes como "extremamente positivas e produtivas", no primeiro dia da cimeira bilateral.

"Mais cedo hoje, tivemos conversas e reuniões extremamente positivas e produtivas com a delegação chinesa", disse.

O líder republicano descreveu a relação entre os Estados Unidos e a China como "uma das mais importantes da história" e definiu-a como "muito especial", brindando à "prosperidade" de ambos os países e a um futuro "promissor" para as relações bilaterais.

Trump também analisou diferentes episódios históricos para sublinhar os laços entre as duas nações e assegurou que a relação entre os dois povos foi construída sobre "250 anos de comércio e respeito mútuo".

O Presidente norte-americano evocou referências históricas que vão desde a publicação de textos de Confúcio por Benjamin Franklin até à participação dos trabalhadores chineses na construção da ferrovia dos Estados Unidos ou ao apoio de Theodore Roosevelt à criação da Universidade Tsinghua, alma mater de Xi.

"Americanos e chineses partilham muitas coisas em comum. Valorizamos o trabalho árduo, a coragem e as conquistas. Amamos as nossas famílias e os nossos países", disse Trump.

"Temos a oportunidade de construir sobre esses valores para criar um futuro de maior prosperidade, cooperação, felicidade e paz para as nossas crianças", acrescentou.

O jantar de gala teve lugar num dos salões do Grande Salão do Povo em Pequim e reuniu altos funcionários de ambos os países e empresários de algumas das principais empresas norte-americanas e chinesas.

A visita de Trump prolonga-se até sexta-feira, quando está previsto um almoço de trabalho.

14.05.2026

Xi Jinping e Trump visitam Templo do Céu após reunião em Pequim

Xi Jinping e Trump visitam Templo do Céu após reunião em Pequim
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Os presidentes da China e dos Estados Unidos, Xi Jinping e Donald Trump, visitaram, esta quinta-feira, o Templo do Céu, em Pequim, China, após um encontro em que discutiram as relações entre os dois países.

14.05.2026

Xi Jinping e Trump defendem abertura de Ormuz e Irão sem armas nucleares

Donald Trump e Xi Jinping reuniram nesta quinta-feira

Os presidentes da China e Estados Unidos da América defenderam esta quinta-feira a reabertura do estreito de Ormuz ao tráfego de hidrocarbonetos sem taxas e um Irão sem armas nucleares.

Em comunicado da Presidência norte-americana, numa altura em que Donald Trump está de visita a Xi Jinping em Pequim, lê-se que se realizou a primeira das reuniões bilaterais, no Grande Salão do Povo.

O encontro durou mais de duas horas, com a presença das delegações de ambos os países.

"Ambas as partes concordaram que o estreito de Ormuz deve permanecer aberto para garantir o livre trânsito de energia. O presidente Xi deixou clara a oposição da China à militarização do estreito e a quaisquer esforços para impor taxas pelo seu uso", lê-se no texto da Casa Branca.

A China "manifestou o seu interesse" em adquirir mais petróleo bruto dos EUA para reduzir a dependência do petróleo com origem no golfo Pérsico e "ambos os países concordaram que o Irão jamais pode possuir uma arma nuclear".

Segundo a mesma fonte, ficou assente aumentar a cooperação económica e "expandir o acesso das empresas americanas ao mercado chinês e aumentar o investimento chinês" na indústria norte-americana.

A reunião contou com diretores-executivos de empresas tecnológicas como Apple (Tim Cook), Nvidia (Jensen Huang) e da Tesla (Elon Musk) que participaram na cerimónia de boas-vindas com honras militares.

Trump instou Xi Jinping a continuar a trabalhar para conter o fluxo fentanil para os Estados Unidos e pediu a Pequim que aumentasse as suas compras de produtos agrícolas americanos.

A Casa Branca descreveu o encontro como "bom", sem mencionar a questão de Taiwan, mas o ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, também em comunicado, declarou que Xi alertou Trump sobre o risco de um "conflito", caso Washington desrespeite algumas pretensões de Pequim sobre a ilha.

"O presidente Trump teve um bom encontro com o presidente chinês Xi. Os dois lados discutiram maneiras de fortalecer a cooperação económica entre os dois países", lê-se no texto.

14.05.2026

Empresas chinesas com "luz verde" para comprar "chip" de IA da Nvidia, mas ainda sem entregas

Os Estados Unidos aprovaram a compra de H200, o segundo "chip" de inteligência artificial mais poderoso da Nvidia, por uma dezena de empresas chinesas, mas nenhuma entrega foi feita até agora, escreve, esta quinta-feira, o, citando uma notícia da Reuters feita com base em três fontes próximas do acordo.

O CEO da Nvidia, Jensen Huang, inicialmente não estava na lista da delegação da Casa Branca a Pequim, mas juntou-se à viagem após um convite do Presidente dos Estados Unidos, D

A cimeira entre os líderes das duas maiores economias do planeta vem assim aumentar as esperanças de que o acordo possa desbloquear os esforços para vender os "chips" H200 na China.

Segundo a agência de notícias, a lista de empresas com aval para comprar os H200 inclui a Alibaba, a Tencent, a ByteDance e a JD.com.

14.05.2026

Xi Jinping fala em cooperação estratégica com os EUA durante três anos, sinaliza maior abertura às empresas

Donald Trump e Xi Jinping reuniram nesta quinta-feira

O Presidente da China, Xi Jinping, sublinhou nesta quinta-feira que foi conseguido um quadro de cooperação estratégica com os EUA para os próximos três anos. "O Presidente Trump e eu concordámos em criar uma Estabilidade Estratégica Construtiva China-EUA como o novo posicionamento das nossas relações" afirmou o presidente chinês, citado pela Bloomberg.

"Isto dará uma orientação estratégica para os próximos três anos e, para além disso, acredito que será bem recebido tanto pelos nossos povos como pela comunidade internacional", assegurou o líder chinês.

Já numa reunião com a comitiva dos presidentes executivos de várias empresas norte-americanas, , Xi Jinping sinalizou uma maior abertura do mercado chinês.

"A China acolhe favoravelmente o reforço da cooperação mutuamente benéfica com os EUA e acreditamos que as empresas norte-americanas terão perspetivas ainda mais amplas do mercado chinês", afirmou Xi Jinping, citado pelo canal CCTV.

Em resposta, alguns CEO terão sublinhado que valorizam muito o mercado chinês e que pretendem continuar a investir na relação com os consumidores e empresas locais.

De acordo com o jornal estatal Diário do Povo, Trump afirmou ter levado a Pequim representantes destacados do setor empresarial norte-americano, explicando ter rejeitado a presença de executivos de "segundo nível", o que, assegurou, refletia o respeito das companhias para com a China e Xi.

"Maravilhoso, muitas coisas boas", disse Elon Musk aos jornalistas que aguardavam no exterior, com Jensen Huang a afirmar que as reuniões "correram bem" e que "Xi e o presidente Trump foram incríveis", enquanto Tim Cook limitou-se a fazer com os dedos um sinal de paz seguido de um gesto de aprovação.

14.05.2026

Trump e Xi encerram reunião após duas horas de conversações que abordaram Taiwan

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês Xi Jinping encerraram a reunião desta quinta-feira após duas horas de conversações que abordaram Taiwan, comércio e outras divergências entre as duas potências.

A reunião, que teve a duração de aproximadamente duas horas e quinze minutos, foi realizada num formato alargado, com a presença de delegações de ambos os países, no Grande Salão do Povo, na capital chinesa, Pequim.

Após o contacto inicial, que incluiu cumprimentos tradicionais e uma discussão sobre Taiwan, os dois líderes têm agendada uma visita conjunta ao Templo do Céu, um dos principais sítios históricos da capital chinesa. Xi vai oferecer esta noite um banquete em homenagem a Trump. Na sexta-feira, os presidentes irão tomar chá e almoçar juntos.

Durante o encontro de hoje, o Presidente chinês advertiu Donald Trump de um conflito entre os dois países caso Washington não lide bem com a questão de Taiwan, segundo a televisão estatal chinesa.

"A questão de Taiwan é a mais importante nas relações sino-norte-americanas. Se for bem gerida, as relações entre os dois países poderão manter-se globalmente estáveis. Se for mal gerida, os dois países irão confrontar-se, podendo mesmo entrar em conflito", declarou Xi, utilizando um termo em mandarim que não significa necessariamente conflito militar.

Entre os temas em discussão contam-se o Irão, comércio bilateral e até um eventual acordo tripartido de armas nucleares entre Washington, Pequim e Moscovo.

A questão de Taiwan pesa na agenda dado o desagrado de Pequim com o pacote de armas norte-americano de 11 mil milhões de dólares (9,3 mil milhões de euros) aprovado para a ilha.

Pequim insiste que a questão “não pode ser evitada” e procura sinais, mesmo que subtis, de redução do apoio norte-americano à ilha.

14.05.2026

Xi adverte Trump que Taiwan pode levar a “conflito" entre os dois países

Donald Trump e Xi Jinping reuniram nesta quinta-feira

O Presidente chinês Xi Jinping advertiu esta quinta-feira o homólogo norte-americano, Donald Trump, de um conflito entre os dois países caso Washington não lide bem com a questão de Taiwan, segundo a televisão estatal chinesa.

"A questão de Taiwan é a mais importante nas relações sino-norte-americanas. Se for bem gerida, as relações entre os dois países poderão manter-se globalmente estáveis. Se for mal gerida, os dois países irão confrontar-se, podendo mesmo entrar em conflito", declarou Xi, utilizando um termo em mandarim que não significa necessariamente conflito militar.

Donald Trump chegou na quarta-feira a Pequim para iniciar dois dias de conversações com o Presidente chinês.

O líder norte-americano foi recebido esta manhã por Xi Jinping no Grande Salão do Povo, edifício na Praça Tiananmen que acolhe a Assembleia Nacional Popular, o parlamento do país.

Entre os temas em discussão contam-se o Irão, comércio bilateral, Taiwan e até um eventual acordo tripartido de armas nucleares entre Washington, Pequim e Moscovo.

A questão de Taiwan pesa na agenda dado o desagrado de Pequim com o pacote de armas norte-americano de 11 mil milhões de dólares (9,3 mil milhões de euros) aprovado para a ilha. Pequim insiste que a questão “não pode ser evitada” e procura sinais, mesmo que subtis, de redução do apoio norte-americano à ilha.

Antes da visita, uma porta-voz do Governo chinês sublinhou a determinação da China em opor-se à independência de Taiwan é "tão firme como uma rocha" e a que a capacidade de esmagar qualquer tentativa de secessão é inabalável.

Os comentários vieram depois de uma recente intervenção do líder de Taiwan William Lai Ching-te, na Cimeira da Democracia de Copenhaga, na qual afirmou que a democracia é o "bem mais precioso" de Taiwan e que o povo taiwanês "sabe muito bem que a democracia se conquista, não se concede".

"O povo taiwanês nunca recuou perante os crescentes desafios externos e nunca se submeterá à pressão. Taiwan é uma nação soberana e independente (...). Nenhuma tentativa de isolar Taiwan alterará a nossa determinação em participar na comunidade internacional", sublinhou ainda o líder da ilha, numa mensagem em vídeo.

Há mais de sete décadas que os Estados Unidos são um ator central no contexto das disputas entre as Pequim e Taipé, sendo que Washington está legalmente comprometida a fornecer a Taiwan os meios necessários para a sua autodefesa e, embora não mantenha laços diplomáticos com a ilha, poderia defendê-la em caso de conflito com a China.

Para além de abordar a questão da venda de armas, Xi poderá também aproveitar o encontro com Trump para tentar alterar a posição oficial de Washington em relação a Taiwan, seja promovendo uma declaração de oposição à independência de Taiwan, seja procurando uma formulação mais favorável à posição chinesa sobre a chamada 'reunificação'.

Xi tem uma visita recíproca planeada para o final deste ano, que seria a sua primeira visita aos Estados Unidos desde que Trump reassumiu o cargo em 2025.

14.05.2026

Estados Unidos e China devem ser "parceiros, não rivais"

O presidente chinês, Xi Jinping, declarou esta quinta-feira estar feliz por receber o homólogo norte-americano, Donald Trump, e afirmou que os dois países devem ser "parceiros, não rivais", apesar das múltiplas divergências.

"A cooperação beneficia ambas as partes, enquanto a confrontação prejudica as duas. Devemos ser parceiros, não rivais, devemos ajudar-nos mutuamente para alcançar o sucesso e prosperar em conjunto," disse Xi a Trump.

O líder chinês acrescentou que o mundo se encontra "numa encruzilhada", realçando ser necessário "uma nova via" de "boa convivência entre grandes potências nesta nova era".

Por seu lado, Trump prometeu a Xi um "futuro fabuloso" entre os Estados Unidos e a China, no início de uma cimeira entre as duas potências marcada por múltiplos desacordos e tensões globais. "É uma honra estar ao seu lado. É uma honra ser seu amigo, e as relações entre a China e os Estados Unidos vão ser melhores do que nunca”, afirmou Trump.

Donald Trump chegou na quarta-feira a Pequim para iniciar dois dias de conversações com o líder chinês Xi Jinping.

O líder norte-americano foi recebido esta manhã pelo Presidente chinês no Grande Salão do Povo, edifício na Praça Tiananmen que acolhe a Assembleia Nacional Popular, o parlamento do país.

Durante a visita, Trump vai deslocar-se também ao Templo do Céu, complexo religioso do século XV, e participa num banquete de Estado.

A Casa Branca insiste que a viagem visa alcançar resultados concretos, nomeadamente compromissos chineses de compra de soja, carne bovina e aviões norte-americanos, além da criação de um Conselho de Comércio para resolver diferendos.

Contudo, não foram avançados detalhes sobre possíveis acordos, numa altura em que os laços económicos de Pequim com o Irão complicam as negociações.

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