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Irmãos El Bakraoui suspeitos das explosões no aeroporto de Bruxelas

Os terroristas foram de táxi para o aeroporto. Terão utilizado outros dois automóveis. Um terceiro suspeito estará em fuga.  

Reuters
Negócios com Lusa 23 de Março de 2016 às 08:35
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Dois irmãos de apelido El Bakraoui, que tinham já ficha na polícia, foram identificados como bombistas suicidas nos atentados de terça-feira no aeroporto de Zaventem, em Bruxelas, informou hoje a televisão pública RTBF.

 

Duas explosões aconteceram no aeroporto da capital belga na terça-feira, com um intervalo de vários segundos, cerca das 07:00 de terça-feira na zona de venda de bilhetes da Brussels Airlines e American Airlines. Aqui morreram 14 pessoas e outras cem ficaram feridas.

 

A polícia belga publicou no Twitter as imagens dos dois irmãos que terão sido os bombistas suicidas.

 

   

 

Além dos irmãos El Bakraoui (dois à esquerda na foto), outro terrorista terá estado no aeroporto, mas não se fez explodir e estará agora em fuga. A polícia federal belga emitiu na tarde desta terça-feira, 22 de Março, uma nota visando a captura de um suspeito de envolvimento nos ataques.

As autoridades procuram um homem, vestido com camisa branca, calças pretas e casaco bege e usando chapéu preto e óculos. Na imagem divulgada pela polícia, o homem empurra um carrinho de transporte de bagagens contendo um saco preto.

 

De acordo como Guardian, este terceiro suspeito poderá ser Najim Laachraoui, que já estava a ser procurado pela polícia. O DNA deste alegado suspeito foi encontrado nas habitações utilizadas pelos autores dos ataques em Paris e Laachraoui terá viajado com Salah Abdeslam para a Hungria em Setembro passado.

 

 

Na estação de metropolitano de Maalbeek, a apenas 200 metros da sede da Comissão Europeia, houve uma terceira explosão, cerca das 08:10, que provocou a morte a pelo menos 20 pessoas e ferimentos a outra centena.

 

Terroristas usaram táxi

 

Pelo menos três carros foram usados pelos alegados terroristas de Bruxelas para o duplo atentado de terça-feira: um táxi, um Renault Clio e um Audi S4 preto, avança hoje o diário belga "La Libre Belgique".

 

Imediatamente depois dos atentados, várias testemunhas destacaram a presença de um veículo da marca Audi, de cor escura e sem matrícula, com três ou quatro indivíduos no interior, no aeroporto.

 

Segundo o diário, a pista conduz a uma pessoa de Limburgo, província de Liége, com 22 anos e que já esteve sob observação dos serviços secretos no ano passado.

 

O proprietário do Audi S4 visto em Zaventem pertence à comunidade turca e é conhecido pelos serviços secretos belgas por ter ido no ano passado à Arábia Saudita, de acordo com o jornal.

 

Identificado apenas pela letra A, viajou para esse país com outras três pessoas de Limburgo, com 22, 25 e 26 anos, e com um homem de Amberes de 33 anos e origem marroquina.

 

Os dados do Audi, tal como os de um Renault Clio, foram transmitidos rapidamente às autoridades fronteiriças francesas, luxemburguesas, alemãs e holandesas.

 

As pessoas que estavam dentro do Audi não saíram, porém, no aeroporto, onde aconteceram duas explosões, e regressaram a Bruxelas.

 

O diário deixa a possibilidade de se tratar de uma segunda equipa de bombistas suicidas, que foi para Woluwe-Saint-Lambert, um dos municípios da região Bruxelas-Capital, com o objectivo de realizar o segundo atentado no metro de Maelbeek.

 

O terceiro carro usado pelos alegados terroristas era um táxi, que transportou os três suspeitos da autoria das explosões no aeroporto.

 

Foi o taxista quem, após ver as fotografias dos suspeitos, levou a polícia belga à casa em Schaerbeek onde foi encontrado um dispositivo explosivo, produtos químicos e uma bandeira do grupo extremista Estado Islâmico.

 

O taxista estranhou que os homens não o tivessem deixado ajudar com as malas, onde se veio a descobrir estar o material explosivo.

 

Após colocarem as malas em carrinhos de bagagem no aeroporto, dois deles fizeram explodir os dispositivos. A polícia procura o terceiro homem, que não activou a bomba.

 

Nos atentados de terça-feira em Bruxelas morreram 31 pessoas e mais de 200 ficaram feridas.

 

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