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Angolanos do BAI congelam contas do Hezzbollah

BAI congelou contas das empresas Afribelg, Arosfran e Golfrate. Contas de Angola nos EUA continuam bloqueadas.

Celso Filipe cfilipe@negocios.pt 18 de Janeiro de 2011 às 16:39
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O BAI (Banco Africano de Investimentos) vai bloquear as contas de três empresas com ligações ao Hezzbollah que operam em Angola, a Afribelg, Arosfran e Golfrate.

A decisão do banco foi noticiada pelo semanário angolano “O País” e surge na sequência dos Estados Unidos América (EUA) terem referenciado aquelas sociedades como financiadoras da actividade do Hezbollah, uma organização fundamentalista islâmica com sede no Líbano. O BAI tem duas sucursais em Portugal, uma em Lisboa e outra no Porto.

Para Xavier Figueiredo, especialista em assuntos angolanos, a opção do BAI revela “abertura” de Luanda para adoptar as “recomendações” do Departamento de Estado norte-americano. “Trata-se de ir ao encontro de preocupações dos EUA que são autênticas”, sublinha o editor da “África Monitor” uma “newsletter” de circulação restrita.

A atitude do BAI surge num contexto delicado ao nível do relacionamento diplomático entre os dois países devido ao congelamento das contas de Angola nos EUA.

O Bank of America Merryl Linch e o HSBC congelaram as contas da embaixada e dos serviços consulares de Angola no Estados Unidos no ano passado e a situação continua num impasse, apesar dos esforços do Departamento de Estado norte-americano para resolver este impasse.

A hipótese das de empresas como as petrolíferas BP, Chevron e Exxon e ainda da Boeing, verem as suas contas em Angola encerradas, como represália à medida tomada pelo Bank of America e o HSBC, chegou a ser aventada, mas até agora não se concretizou.

Agora, o BAI, anunciou através de fonte oficial citada pelo “O País” que não irá autorizar qualquer operação que envolva as empresas referidas.A Afribelg, a Arosfran e a Golfrate haviam sido referenciadas, a 9 de Dezembro de 2010, pelo consulado dos EUA em Angola como empresas que “controladas ou que são propriedade de Kassim Tajideen, um importante contribuinte financeiro do Hezzbollah”. Este, por sua vez, é classificado pelo Departamento do Tesouro, como um “terrorista global especialmente designado”.
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