A carregar o vídeo ...
Em direto Negócios Iniciativas

Glocal Matosinhos | Pensar Global Agir Local

Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Arábia Saudita estará a atrasar pagamentos a fornecedores devido à queda do petróleo

O Reino Saudita estará a atrasar o pagamento a fornecedores do Governo. A notícia, que está a ser avançada pela Bloomberg, surge numa altura em que a queda dos preços do petróleo está a empurrar a Arábia Saudita para um défice, algo que não acontecia desde 2009.

Arábia Saudita 18ª posição em 2030, com PIB de 1.272 mil milhões de dólares, após 19ª posição em 2014.
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 19 de Outubro de 2015 às 14:26
  • Assine já 1€/1 mês
  • 13
  • ...

A Arábia Saudita estará a atrasar os pagamentos a fornecedores, segundo avança a agência Bloomberg, que cita três pessoas com conhecimentos desta questão. O Reino Saudita é um dos principais produtores de petróleo do mundo e a economia do país está muito dependente das receitas provenientes da produção desta matéria-prima. Com a queda dos preços do "ouro negro" que representam cerca de 80% das receitas do país, a economia saudita está a ressentir-se e, segundo a Bloomberg, Ríade está a ser empurrada para um défice orçamental. Algo que não acontecia desde 2009.

A pressão que a diminuição das receitas com a venda de petróleo está a provocar no orçamento saudita parece estar já a afectar a capacidade do Reino em cumprir as suas obrigações financeiras. As fontes da agência Bloomberg referem que empresas que estão a trabalhar em projectos de infra-estruturas estão à espera há seis meses ou mais pelos pagamentos que lhes são devidos, numa altura em que executivo saudita tenta preservar o seu fluxo de caixa. A demora nos pagamentos terão aumentado este ano e as autoridades locais estão igualmente a tentar cortar o valor a pagar pelos contractos, segundo as mesmas fontes.

Estes atrasos nos pagamentos podem levar, por conseguinte, a um adiamento na conclusão dos projectos já iniciados. Entre os projectos que podem sofrer um atraso está o metro de Ríade, um projecto avaliado em 22 mil milhões de dólares. Um eventual atraso nesta obra está já a preocupar empresas espanholas do sector da construção.

De acordo com o El Confidencial, a construtora FCC, que tem como maior accionista o mexicano Carlos Slim, é uma das companhias que está a trabalhar num dos maiores projectos actuais da Arábia Saudita. O metro da capital do Reino. Ainda que a empresa espanhola tenha revelado que os pagamentos estão "em dia", as acções estão em queda na bolsa espanhola. Os títulos da FCC, na bolsa madrilena, caem 2,61% para 7,249 euros tendo já recuado na sessão de hoje 3,09% para 7,213 euros.

"É difícil abster-se de impulsionar os gastos quando o petróleo está a subir, mas é ainda mais difícil cortar quando os preços estão a cair", disse à Bloomberg Simon Williams, economista-chefe da HSBC para a Europa Central e de Leste, Médio Oriente e Norte de África.

"Os cortes estão a chegar. O défice orçamental é muito grande para ignorar e fingir que se trata de ‘business as usual’", acrescentou.

Ver comentários
Saber mais Arábia Saudita Reino Saudita Ríade El Confidencial Simon Williams Médio Oriente petróleo queda dos preços do petróleo
Outras Notícias