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As famílias mais ricas do mundo ficam 4 milhões mais ricas a cada hora

As 25 dinastias mais ricas do planeta controlam 1,4 biliões de dólares.

Família Walton, da Walmart

Família Walton, da Walmart
Fortuna avaliada em 190,5 mil milhões

A Walmart é a maior retalhista do mundo por receitas, com vendas de 514 mil milhões de dólares oriundas de mais de 11 mil lojas em todo o mundo. A holding da família, a Walton Enterprises, detém metade da retalhista, uma participação que é base da maior fortuna do mundo.

 

Dados históricos:

1945 – Sam Walton compra a primeira loja

1992 – Sam Walton morre. O filho mais velho, Rob, tornou-se presidente

2016 - Steuart Walton substitui o seu pai, Jim, no conselho de administração da Walmart

 

Família Mars, da Mars

Família Mars, da Mars

Fortuna avaliada em 126,5 mil milhões

 

Frank Mars aprendeu a fazer chocolates quando ainda andava na escola. O negócio que criou é mais conhecido pelos chocolates M&M e Mars, apesar de os produtos para animais de estimação representarem cerca de metade dos 35 mil milhões de dólares de receitas da empresa.

 

Dados históricos:

1883 – Frank Mars nasce. Contrai pólio ainda novo e deixa de ser capaz de caminhar até à escola.

1932 - Forrest E. Mars Sr, filho de Frank Mars, muda-se para o Reino Unido.

1963 – A Mars abre uma fábrica de chocolate na Holanda.

1999 - Forrest E. Mars Sr reforma-se e deixa a gestão

2017 – Mars conclui a compra da empresa de produtos para animais de estimação VCA.

Família Koch, da Koch Industries

Família Koch, da Koch Industries

Fortuna avaliada em 124,5 mil milhões

 

Os irmãos Frederick, Charles, David e William herdaram a empresa de petróleo do pai. Um feudo fraternal sobre o controlo da empresa no início da década de 1980 levou Frederick e William a deixarem o negócio da família, enquanto Charles e David ficaram; desde então transformaram o negócio da família na Koch Industries, um conglomerado com receitas anuais de cerca de 110 mil milhões de dólares. David e Charles gerem uma parte da fortuna através de uma gestora da família, a 1888 Management.

Dados históricos:

1940 – Fred Koch co-funda a Wood River Oil & Refining.

1961 – Charles Koch junta-se ao pai, Fred, na empresa.

2018 – A deterioração do estado de saúde de David Koch obriga-o a sair, passando a liderança dos negócios de família.

Al Saud, Arábia Saudita

Al Saud, Arábia Saudita

Fortuna avaliada em 100 mil milhões de dólares

 

O monarca de 87 anos, líder da Arábia Saudita, pode agradecer às reservas de petróleo sem precedentes, que justificam a sua fortuna. Esta estimativa de riqueza tem por base os pagamentos acumulados aos membros da família real nos últimos 50 anos por parte do Royal Diwan. A fortuna total controlada pelos largos membros da realeza, estimados em 15 mil, deverá ser muito mais elevada. Muitos membros da família real fizeram dinheiro através de contratos com o governo e vendas de terrenos e financiaram negócios que servem empresas públicas, como a Saudi Aramco. O príncipe herdeiro Mohammed bin Salman controla pessoalmente ativos avaliados em mais de mil milhões de dólares.


Dados históricos: 

1902 - Ibn Saud, fundador do Arábia Saudita moderna, reclama a sua casa ancestral de Riade, dando início a três décadas de conquistas territoriais.

2019 – Aramco publica um comunicado, revelando que se tornou na empresa mais rentável do mundo.

Wertheimer, da Chanel

Wertheimer, da Chanel

Fortuna avaliada em 57,6 mil milhões de dólares

Os irmãos Alain e Gerard Wertheimer estão a colher os frutos do investimento do seu avô na designer Coco Chanel, nos anos 20, em Paris. Os irmãos são donos da casa de moda, que apresentou o "pequeno vestido preto" ao mundo e que gerou receitas de 11 mil milhões de dólares em 2018. Os Wertheimers também são donos de vinhas e cavalos de corrida.


Dados históricos: 

1924 – Pierre Wertheimer negoceia um contrato de perfumes com a estilista Coco Chanel.

1965 - Jacques Wertheimer, apelidado de "o miúdo" por Coco Chanel, assume a liderança após a morte do pai.

2018 – Chanel apresenta os seus primeiros resultados pela primeira vez.

Hermès, da Hermès

Hermès, da Hermès

Fortuna avaliada em 53,1 mil milhões de dólares

 

Jean-Louis Dumas, que morreu em 2010, tem o crédito de ter transformado a Hermes numa marca de luxo mundial. Entre os membros da família que mantêm um cargo superior na empresa estão Pierre-Alexis Dumas, o diretor artístico, e Axel Dumas, o "chairman" da empresa.

Dados históricos: 

1837 – Thierry Hermes começa a fazer equipamento de equitação para os nobres.

1880 – A empresa muda-se para 24 Faubourg Saint-Honore, em Paris

1902 – Os netos Emile Maurice Hermes e Adolphe Hermes tornam-se copresidentes da empresa.

1920 – Os genros de Emile, Robert Dumas e Jean-Rene Guerrand, diversificam as operações.

1978 – Jean-Louis Dumas avança com uma rede de lojas em todo o mundo.

2013 – Axel Dumas ascende a co-CEO.

Van Damme, De Spoelberch, De Mevius, da Anheuser-Busch InBev

Van Damme, De Spoelberch, De Mevius, da Anheuser-Busch InBev

Fortuna avaliada em 52,9 mil milhões de dólares

O conglomerado de empresas destas três famílias cervejeiras belgas remonta ao século XIV. A família Van Damme juntou-se às outras quando, em 1987, a fusão entre Piedboeuf e Artois levou à criação da Interbrew, que se fundiu com a brasileira AmBev, em 2004.

Dados históricos:

1895 – Edmond Willems, dono da cervejeira Artois, morre.

1926 – Cervejaria lança a Stella Artois como uma cerveja de Natal.

1968 – Artois assume o controlo da cervejeira Dommelsch.

1987 – Fusão da Artois e da Piedboeuf.

2008 – Anheuser-Busch e InBev fundem os negócios.

Boehringer, Von Baumbach, da Boehringer Ingelheim

Boehringer, Von Baumbach, da Boehringer Ingelheim

Fortuna avaliada em 51,9 mil milhões de dólares

A farmacêutica alemã Boehringer Ingelheim foi fundada em 1885 por Albert Boehringer; mais de 130 anos depois, a família Boehringer, que inclui os von Baumbachs, continua ao comando. O presidente Hubertus von Baumbachs e a sua família alargada são os donos da empresa.

Dados históricos:

1885 – Albert Boehringer compra uma pequena fábrica na Alemanha.

1939 - Albert Boehringer morre.

1992 – Erich von Baumbach, genro de Albert Boehringer Jr., é nomeado presidente da comissão de acionistas.

2010 – Empresa celebra o seu 125.º aniversário.

Ambani, da Reliance Industries

Ambani, da Reliance Industries

Fortuna avaliada em 50,4 mil milhões de dólares

Dhirubhai Ambani, pai de Mukesh e Anil, começou a construir o antecessor da Reliance Industries em 1957. Quando Dhirubhai morre, em 2002, sem deixar um testamento, a sua viúva faz um acordo com os filhos sobre o controlo da fortuna da família. Mukesh assume a liderança do conglomerado, com sede em Mumbai, dono do maior complexo de refinarias de petróleo do mundo. Mukesh vive numa mansão de 27 andares, que é considerada a residência privada mais cara do mundo.


Dados históricos:

1957 - Dhirubhai Ambani regressa à Índia do Iémen.

2002- O filho mais velho, Mukesh, assume a presidência.

2014 – Os irmãos Isha e Akash juntam-se ao conselho de administração das unidades de retalho e comunicações móveis.

Cargill, MacMillan, da Cargill

Cargill, MacMillan, da Cargill

Fortuna avaliada em 42,9 mil milhões de dólares

Os membros da família são os donos maioritários da Cargill, a maior empresa de capital fechado dos EUA. Foi fundada por William W. Cargill, que começou o negócio de commodities com um armazém onde se guardavam cereais em Conover, Iowa, em 1865. Os seus descendentes mantêm o controlo do gigante de comida, agricultura e indústria.

 
Dados históricos:

1865 – William W. Cargill torna-se dono de um armazém.

1884 – John H. MacMillan começa a trabalhar no banco do pai em Wisconsin.

1932 - John MacMillan Jr. torna-se diretor geral, devido a problemas de saúde do pai.

1960 – Erwin Kelm torna-se o primeiro presidente da Cargill que não pertence à família.

1980 – Cargill entre no negócio de negociação de café.

2011 – Mosaic e Cargill acordam uma divisão de negócios.

Bloomberg 17 de Agosto de 2019 às 10:00
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Os números são impressionantes: 70 mil dólares por minuto, 4 milhões por hora, 100 milhões por dia.

 

Esta é a rapidez com que a fortuna dos Waltons, o clã por detrás da Walmart, tem crescido desde o ano passado, quando a Bloomberg fez o ranking das famílias mais ricas do mundo.

 

A este ritmo, as suas fortunas aumentaram cerca de 23 mil dólares desde que o leitor começou a ler esta peça.

 

Um funcionário novo da Walmart nos EUA teria feito seis cêntimos no mesmo período, a caminho do seu salário mínimo de 11 dólares por hora.

 

Mesmo nesta era de desigualdade salarial extrema, este contraste é gritante. Os herdeiros de Sam Walton, fundador da Walmart, estão a acumular riqueza a um ritmo sem precedentes – e não estão sozinhos.

 

A fortuna dos Walton aumentou em 39 mil milhões de dólares, para um total de 191 mil milhões de dólares, desde a publicação do ranking das famílias mais ricas do mundo, em junho de 2018.

 

Outras dinastias americanas estão próximas em termos de acumulação de fortuna. A família Mars, da indústria dos doces, aumentaram a sua fortuna em 37 mil milhões de dólares, elevado para 127 mil milhões de dólares. Os Kochs, donos da Koch Industries e conhecidos pelas atividades políticas e pelo contro, viram a sua riqueza aumentar 26 mil milhões de dólares para 125 mil milhões de dólares.

 

É algo que se sente um pouco por todo o mundo. 0,1% dos mais ricos da América controlam mais riqueza atualmente do que em qualquer outra altura desde 1929, mas os congéneres asiáticos e europeus também estão a aumentar as suas fortunas. Em todo o mundo, as 25 famílias mais ricas controlam atualmente quase 1,4 biliões de dólares, mais 24% do que no ano passado.

 

Para alguns críticos, tais dados provam que o capitalismo precisa de ser reparado. A desigualdade tornou-se uma questão política explosiva, de Paris a Seattle passando por Hong Kong. Mas como é que se consegue reduzir a diferença entre os ricos e os pobres?

 

Com o aumento da tensão, mesmo alguns herdeiros bilionários têm apoiado medidas como impostos sobre fortunas.

 

"Se não fizermos alguma coisa, o que estamos a fazer, apenas a acumular riqueza num país que parece estar a rebenta pelas costuras?", questionou Liesel Pritzker Simmons, cuja família se encontra nos 17.º lugar na lista da Bloomberg. "Não é a América onde queremos viver."

 

Há uma notável entrada este ano: a família real saudita. A fortuna desta casa está avaliada em 100 mil milhões de dólares, tendo por base os pagamentos estimados feitos aos membros da família real nos últimos 50 anos, através do Royal Diwan, o braço executivo do reino.

 

Estes são dados que pecam por defeito. Aliás, a gigante Saudi Aramco, o elemento-chave para a economia saudita, é a empresa mais rentável do mundo. O reino espera fazer uma oferta pública inicial da petrolífera com uma avaliação de dois biliões de dólares.

 

A acumulação de dólares pelas dinastias não é uma ciência exata. As fortunas baseadas em décadas e, algumas vezes, séculos de ativos e dividendos podem ofuscar a verdadeira dimensão do que é detido por uma família. A riqueza líquida dos Rothschilds ou dos Rockefellers, por exemplo, é demasiado difusa para ser avaliada. Clãs cuja fortuna não se consegue verificar atualmente também estão fora do ranking.

 

Mas entre as que se conseguem acompanhar, a maior parte está a beneficiar de taxas de juro ultra-baixas, reduções de impostos, desregulação e inovação. A Koch Industries, por exemplo, tem um braço de capital de risco. A última geração dos Waltons está a criar as suas próprias empresas.

 

Outros grandes vencedores incluem os donos da casa de moda Chanel e a família italiana Ferrero, cujas marcas incluem a Nutella e os Tic Tac. Na Índia, a fortuna da família Ambani aumentou sete mil milhões de dólares para 50 mil milhões.

 

Ao todo, as 25 famílias mais ricas do mundo têm uma fortuna superior em 250 mil milhões de dólares face ao ano passado.

 

Os ricos não estão, necessariamente, a tornar-se todos mais ricos. A família Qandt caiu oito posições depois de um ano fraco para a BMW, que enfrenta tensões comerciais e o abrandamento dos mercados mundiais, ao mesmo tempo que a fabricante de automóveis tem investido numa mudança disruptiva para veículos elétricos autónomos. As famílias Dassault, Duncan, Lee e Hearst saíram da lista.

 

E isto poderá representar o pico, com o presidente dos EUA, Donald Trump, a fazer escalar a guerra comercial com a China e as preocupações sobre uma recessão mundial a aumentarem.

 

"Pode ser muito desafiante manter uma fortuna durante muito tempo", afirmou Rebecca Gooch, da Campden Wealth, que trabalha com pessoas que herdam de fortunas. "Os negócios familiares podem passar do pico para uma queda, o portefólio de investimento da família pode não ser diversificada o suficiente ou pode haver questões relacionadas com a transmissão geracional", acrescentou.

(Texto original: The World’s Wealthiest Family Gets $4 Million Richer Every Hour)

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