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Assad diz que Europa "pagará o preço" de armar os rebeldes na Síria

O presidente sírio, Bahsar al-Assad, afirmou hoje que a União Europeia vai "pagar o preço" de enviar armas aos rebeldes.

Lusa 17 de Junho de 2013 às 17:03
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"Se os europeus enviarem armas, o pátio das traseiras da Europa vai tornar-se terrorista e a Europa vai pagar o preço disso", disse o presidente sírio citado pelo diário alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung.

 

Na opinião de Assad, o envio de armas vai melhorar a preparação dos combatentes e torná-los mais capazes de cometer atentados terroristas na Europa.

 

"Os terroristas regressarão (à Europa), endurecidos pelo combate e com uma ideologia extremista", acrescentou Assad numa entrevista que o jornal vai publicar na terça-feira.

 

Nos excertos hoje divulgados, Assad negou as alegações dos Estados Unidos, Reino Unido e França de que as forças do regime usaram armas químicas.

 

"Se Paris, Londres e Washington tivessem alguma prova do que afirmam tê-la-iam apresentado ao mundo", disse o presidente sírio, cujas declarações foram publicadas em alemão.

 

Bashar al-Assad voltou a qualificar as forças da oposição de terroristas e a negar qualquer responsabilidade na escalada do conflito, ao mesmo tempo que defendeu a cooperação com a Rússia e com o Irão como apoios legítimos.

 

Os Estados Unidos anunciaram na semana passada que vão dar apoio militar aos rebeldes, depois de afirmarem ter provas da utilização pelo regime de armas químicas, nomeadamente gás sarin, contra os rebeldes.

 

A posição norte-americana, reforçada com o apoio de Londres e Paris na sequência do levantamento parcial do embargo de armas da União Europeia à Síria, suscitou a oposição da Rússia e a questão deverá dominar a Cimeira do G8 que hoje se inicia na Irlanda do Norte.

 

Um apoio militar aos rebeldes já tinha sido criticado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros sírio, Faisal Meqdad, que o considerou "um apelo ao assassínio".

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