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Banco da China pede ao Governo para travar "bolha" no imobiliário chinês

O Banco da China, a quarta maior instituição financeira do país asiático, apelou hoje ao Governo chinês para tomar medidas que travem o aumento da "bolha" no sector imobiliário.

25º - China. Posição em 2015 (22ª)
Lusa 30 de Setembro de 2016 às 07:35
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"São necessárias políticas macroeconómicas urgentes para conseguir um equilíbrio entre a estabilização do crescimento e pôr fim às bolhas nos activos", assinalou o banco estatal num relatório sobre a conjuntura económica do país, publicado na quinta-feira.

 

A instituição prevê que a economia chinesa cresça 6,7%, este ano, o mesmo ritmo registado no primeiro semestre e dentro da meta definida por Pequim - uma expansão entre 6,5% e 7%.

 

O Banco da China considera ainda que a "pressão descendente na economia se reduziu, mas que a actividade económica continua baixa".

 

A instituição, que tem uma sucursal em Lisboa e é a mais utilizado para troca de divisas estrangeiras na China, advertiu para os riscos no sector imobiliário do país, cujos preços dispararam nos últimos meses, nas principais cidades.

 

O crescimento "descontrolado" do sector poderá provocar um endividamento excessivo e pôr em perigo o sector financeiro, frisou o banco.

 

O relatório do Banco da China surge no mesmo dia em que Wang Jianlin, o homem mais rico do país, disse que o mercado imobiliário chinês é a "maior bolha da História", em entrevista à estação televisiva CNN.

 

"Eu não vejo uma solução viável para este problema", afirmou o fundador do grupo Wanda, que começou por se impor no sector imobiliário, mas que nos últimos anos passou a investir também no cinema e no turismo.

 

"O Governo adoptou todo o tipo de medidas, mas nenhuma funcionou", disse.

 

O imobiliário é um sector chave para a economia chinesa, a segunda maior do mundo e o principal motor da recuperação global, mas que em 2015 cresceu ao ritmo mais lento do último quarto de século.

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