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Bank of America: Economia chinesa é grande, mas abrandamento terá impacto limitado

Os abalos vindos da China deverão ser bem absorvidos pelo mercado. A perspectiva é do Bank of America, que admite a grande dimensão da economia asiática. Mas a dimensão do choque não é significativa.

Reuters
André Tanque Jesus andrejesus@negocios.pt 26 de Janeiro de 2016 às 11:00
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Os receios de uma travagem abrupta da economia chinesa estão na origem de grande parte da turbulência sentida no início do ano. O peso da China na economia mundial assim o justifica, mas o Bank of America vem agora pôr alguma água na fervura. A economia asiática até pode ser grande, mas o impacto deverá ser absorvido facilmente.

"Não prevemos que o abrandamento do crescimento da China tenha grandes contágios nos mercados desenvolvidos", defende Michael Hanson, numa nota de análise citada pela Bloomberg. Ainda assim, admite o economista sénior do Bank of America, "algumas economias serão mais atingidas do que outras".

O especialista do banco norte-americano nota que "a China é maior hoje do que os vários países em crise no passado". Contudo, diz Michael Hanson, "o que importa não é o tamanho da região económica, mas a dimensão e detalhes do próprio choque". E apontado para a actualidade, considera que este choque é mais pequeno e "deverá ser absorvido sem grandes problemas".

Esta posição vem contrariar os grandes receios que têm alastrado entre os investidores. A perspectiva é que a China, que tem sido o motor da economia mundial, possa vir a desacelerar de tal forma que cause uma recessão global. Preocupações que têm sido reflectidas nos mercados, com as acentuadas quedas das bolsas chinesas a contagiarem os mercados financeiros de todo o mundo.

"O nosso cenário base para 2016 é ‘patinar’ no crescimento", atira Michael Hanson na nota de análise. Contudo, conclui o economista, "acreditamos que o Governo conseguirá conter o risco da turbulência dos mercados financeiros e evitar uma aterragem brusca" da economia.

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