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Bolsa de Tóquio afunda 11% depois de primeiro-ministro admitir fuga radioactiva

O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, veio à televisão pedir calma, admitindo que há um elevado risco de fuga de radioactividade na central nuclear de Fukushima. A bolsa de Tóquio derrapou 11%.

Edgar Caetano edgarcaetano@negocios.pt 15 de Março de 2011 às 07:36
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As acções asiáticas estão em forte queda pela terceira sessão consecutiva, com a escalada dos receios em torno de uma crise nuclear no Japão, depois de se ter registado uma terceira explosão na central de Fukushima.

O índice Nikkei 225 afundou 11%, tendo já perdido 20% desde o máximo anual tocado em 21 de Fevereiro.

A derrocada na bolsa de Tóquio contagiou as restantes praças da região. O índice MSCI Asia Pacific deslizava há momentos 5,5% para 124,37 pontos.

A intervenção do Banco do Japão, de concessão de liquidez de curto prazo e de expansão do programa de recompra de activos, não está a conseguir evitar o pânico entre os investidores.

O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, veio à televisão pedir calma aos japoneses, admitindo que são agora maiores os riscos de uma fuga radioactiva, depois de se ter dado uma terceira explosão na central nuclear de Fukushima.

O responsável acrescentou que pediu ajuda à agência atómica das Nações Unidas, tendo já os EUA mostrado disponibilidade para auxiliar o país.

“Julgo que as pessoas não anteciparam o potencial impacto negativo deste desastre”, comenta Matt Riordan, um gestor de fundos da Paradice Investment Management, em Sydney.

O maior banco japonês cotado em bolsa, o Mitsubishi UFJ Financial Group, afundou 8,8%, ao passo que a Honda Motor e a Suzuki Motor derraparam cerca de 4% depois de ambas as empresas terem interrompido a produção nas respectivas fábricas.

“As bolsas estão a incorporar todas as possíveis contrariedades, incluindo um acidente nuclear”, diz Yutaka Yoshii, um estratega da Mito Securities, em Tóquio.

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