Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Bolsas asiáticas caem com receios sobre crescimento nos EUA e na China

Possibilidade de contágio da crise da dívida europeia à Itália e anúncio de imposto sobre emissões de gases com efeitos de estufa na Austrália conduziram as acções da Ásia ao vermelho.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 11 de Julho de 2011 às 07:46
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...
As bolsas da região da Ásia começaram a semana em queda, pressionadas pela possibilidade de contágio da crise da dívida da Europa à Itália mas também pelos receios relativos a um abrandamento do crescimento económico tanto dos Estados Unidos como da China. Também o primeiro imposto sobre emissões de carbono na Austrália penalizou a negociação.
O MSCI Ásia-Pacífico segue a deslizar 1%. Caso permaneça com uma queda desta dimensão, será a maior descida num mês. E são muitas as razões que mantêm o índice regional no vermelho, a contrariar os ganhos de semanas anteriores.

Na sexta-feira, intensificaram-se os receios de que a Itália possa ser a próxima vítima num possível contágio da crise da dívida a outros países além daqueles que já receberam ajuda externa (Grécia, Irlanda e Portugal). A bolsa da Itália fechou em mínimos de um ano na sexta-feira, além de que os juros sobre os títulos de dívida no mercado secundário dispararam para valores que não se registavam há vários anos.

Hoje, realizar-se-á uma reunião entre os altos responsáveis da União Europeia, entre os quais Durão Barroso e Jean-Claude Trichet, para definirem o que farão nos próximos momentos para impedir que se concretize esse contágio, através de medidas para um novo pacote de ajuda à Grécia.

Mas também o crescimento económico dos Estados Unidos e da China preocupam os investidores da região. Na sexta-feira, foi anunciado pelo Departamento do Trabalho dos EUA que a taxa de desemprego aumentou para 9,2%, o que comprovou os receios de que o mercado laboral ainda não se recompôs.

Do outro lado do Atlântico, começa também hoje a época de resultados nos EUA, com a divulgação dos números do segundo trimestre. A Alcoa dá, como normalmente, o pontapé de partida. Os analistas consultados pela Bloomberg estimam ganhos das empresas do S&P 500 de 13%, o que, a verificar-se, será o pior comportamento em dois anos.

Ainda nos EUA, os receios relativos a um incumprimento do serviço da dívida também se intensificam. Ontem, Timothy Geithner, secretário do Tesouro, veio dizer que o País não vai falhar o seu compromisso, dizendo que “os membros do Congresso compreendem isso”. Reiterou a necessidade de se chegar a um acordo para o aumento do limite de endividamento, um tema que tem estado a dividir os dois principais partidos nacionais.

Na China, o medo passa pelo facto de as exportações terem crescido a um ritmo inferior ao esperado. Ao mesmo tempo, os preços nos consumidores cresceram 6,4%, neste caso acima do previsto pelos economistas. Foram dois dados que levaram ao pessimismo dos investidores.

Relativamente a índices específicos, o S&P/ASX australiano caiu 1,5% depois de ter sido anunciado um imposto sobre as emissões de gases com efeito de estufa. Com receios de influência no seu resultado, por exemplo, a empresa ligada ao carvão Macarthur Coal afundou 3,3%.

O japonês Nikkei deslizou 0,67% para 10.069,53 pontos, ao passo que o Topix caiu 0,52% para se fixar nos 869,79 pontos. É a segunda queda em três sessões. Contudo, nas últimas 10 sessões, o índice só esteve no vermelho durante dois dias.

O Kospi da Coreia do Sul perde 1,2%, ao passo que o Hang Seng, de Hong Kong, desliza 0,9%.

Ver comentários
Saber mais bolsas asiáticas MSCI Ásia-Pacífico Ásia Japão China Coreia do Sul Kospi Topix Nikkei Europa Itália Japão Austrália Estados Unidos Alcoa época de resultados
Outras Notícias