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China diz-se pronta a enfrentar invasão

O Presidente da China advertiu hoje que o país está pronto a "lutar contra qualquer invasão estrangeira", no 90.º aniversário do Exército de Libertação Popular (ELP), e apelou para a obediência das Forças Armadas ao Partido Comunista.

Em Dezembro, já Presidente eleito mas ainda sem tomar posse, Trump resolveu ligar à Presidente de Taiwan,  Tsai Ing-wen criando assim um conflito diplomático com a China que reivindica a soberania sobre o território. As relações  entre os dois países gelaram até Trump ter feito um novo telefonema, desta vez para o Presidente certo, o líder chinês, Xi Jinping, ao qual garantiu que os  EUA vão respeitar o princípio da 'China única'. Depois da tensão, as duas partes aproximaram-se de tal forma que Pequim acaba de permitir a Trump o uso comercial do seu próprio nome como marca para os sectores dos serviços e da construção por um período de 10 anos.
reuters
Lusa 01 de Agosto de 2017 às 09:49
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Num discurso de quase uma hora, proferido no Grande Palácio do Povo, Xi Jinping, também comandante do exército, assegurou que Pequim "nunca invadirá outros países, mas pode lutar contra qualquer agressão".

A China "não permitirá a ninguém, de nenhuma forma, que separe nem um pedaço de terra do país", disse Xi, que presidiu a uma reunião com três mil pessoas, a maioria militares, por ocasião dos 90 anos da fundação do ELP.

O ELP é uma instituição "do povo, para o povo e pelo povo", afirmou Xi, que lembrou o início do exército chinês como uma milícia formada para combater o Governo do Partido Nacionalista Kuomintang (KTM), a 1 de Agosto de 1927, em Nanchang, a capital da província de Jiangxi, no sudeste do país.

Fundado seis anos antes, o Partido Comunista Chinês (PCC) "estava em perigo de ser perseguido e assassinado, a revolução estava num momento crucial e entendeu que sem forças armadas (...) não podia vencer a revolução", afirmou Xi.

O líder comunista sublinhou que em 90 anos de história, o ELP "venceu ferozes inimigos" e recordou o seu papel em episódios históricos, como a luta contra a invasão japonesa, a guerra civil contra o KMT ou a "vitória na resistência contra a invasão da Coreia pelos Estados Unidos" (1950-53).

Xi recordou muitos dos lideres que participaram dessa história, desde Zhou Enlai ou Zhude, a Liu Shaoqi, Deng Xiaoping ou o fundador da República Popular da China, Mao Zedong.

O Presidente chinês destacou que o exército se modernizou e "passou das espingardas a um poder informatizado", insistindo que deve obedecer às ordens do PCC. "Mao [Zedong] disse que o Partido manda no exército, não o contrário", sublinhou.

Após a ascensão de Xi Jinping ao poder, várias altas patentes do exército foram afastadas na sequência da campanha anti corrupção lançada pelo Presidente, que lembrou que as forças armadas devem ser "limpas e livres de corrupção".

Pequim mantém disputas territoriais com a Índia, Japão e vários países no Mar do Sul da China, tendo prometido reunificar Taiwan pela força, se necessário.
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