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China quer que EUA removam tarifas para atingir os 50 mil milhões em compras

Para que Pequim avance com o programa de compra de até 50 mil milhões de dólares de produtos norte-americanos, Washington terá de retirar as tarifas alfandegárias sobre produtos chineses. O acordo parcial está ainda por selar.

Reuters
Negócios jng@negocios.pt 15 de Outubro de 2019 às 12:41
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A China quer avançar com a compra de 50 mil milhões de dólares em produtos dos EUA, mas só se Donald Trump se comprometer a retirar as tarifas impostas às empresas chinesas, segundo uma fonte próxima do assunto contou à Bloomberg.

Pequim irá começar a comprar mais produtos agrícolas norte-americanos como parte da "Fase 1" de um acordo parcial entre os EUA e a China, mas é improvável que atinja a marca dos 50 mil milhões de dólares anunciados por Trump, caso as circunstâncias atuais permaneçam, adiantou a agência de notícias.

Estas condições refletem a distância a que se encontram ainda ambos os lados, mesmo depois de terem chegado a um princípio de acordo parcial, nas negociações que decorreram na última quinta e sexta-feira. Os representantes da casa Branca disseram que a China, que importou cerca de 20 mil milhões de bens agrícolas dos EUA em 2017, acordou em expandir as compras neste setor.

No entanto, Pequim mostrou-se mais relutante do que Washington pareceu dar a entender. Apesar do acordo incial da semana passada, a China diz que ainda há um caminho a percorrer e que é cedo para "abrir o champanhe".

Nos termos do acordado na semana passada, a China vai comprar 40 mil milhões de bens agrícolas aos EUA e esse valor vai escalar para os 50 mil milhões em dois anos, segundo disse Steven Mnuchin, secretário do tesouro norte-americano.

Os dois lados estão agora a trabalhar para atingir um acordo mais firme que possa ser assinado na cimeira de cooperação económica da Ásia-Pacífico, no próximo mês, no Chile.

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