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China diz que continuará a investir em dívida europeia

Após a segunda visita de Merkel a Pequim num ano, o primeiro-ministro chinês disse estar mais confiante no euro, mas pediu mais esforços a Espanha, Itália e Grécia, identificando-os como principais focos de preocupação.

China diz que continuará a investir em dívida europeia
Negócios negocios@negocios.pt 30 de Agosto de 2012 às 09:58
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O primeiro-ministro chinês identificou a Grécia, mas também a Espanha e a Itália, como os principais focos de instabilidade na Zona Euro que estão também a condicionar negativamente as perspectivas de crescimento em todo o mundo.

Falando em Pequim ao lado da chanceler alemã Angela Merkel, que está a realizar nesta quinta-feira a segunda visita oficial à China num ano, Wen Jiabao disse que "as principais preocupações" resultam de "saber se a Grécia vai sair da Zona Euro" e, por outro lado, "se Itália e Espanha tomarão medidas de saneamento suficientemente abrangentes". "Resolver estes dois problemas depende da determinação de reforma da Grécia, de Espanha, de Itália e de outros países."

Jiabao mostrou-se, no entanto, mais confiante no euro e disse que a China vai continuar a investir em títulos europeus.

"A China aumentará a comunicação e as consultas com a União Europeia (UE), o Banco Central Europeu, importantes fundos monetários e os principais países para apoiar os membros da UE afectados pela crise da dívida soberana a enfrentar as dificuldades", disse Wen Jiabao, citado pela agência noticiosa oficial chinesa.

A chanceler alemã assegurou, por seu turno, que existe na União Europeia uma "total vontade política" para fortalecer o euro.

"Eu disse ao primeiro-ministro Wen [Jiabao] que estão em curso muitas reformas e que há uma total vontade politica para voltar a fazer do euro uma moeda forte", disse Merkel após um encontro com o homólogo chinês, durante o qual foram assinados mais de dez acordos comerciais, entre os quais o que prevê a compra de 50 Airbus SAS A320, num negócio avaliado em 3,5 mil milhões de dólares.
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