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China leva Ásia e Pacífico a quarta sessão consecutiva de perdas

As acções asiáticas voltaram a negociar pressionada pelos planos de controlo da inflação da China e levaram o índice de referência para a região a registar a maior queda em quatro dias desde Agosto.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 17 de Novembro de 2010 às 07:59
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O índice MSCI Ásia – Pacífico recua 0,6% para 129,85 pontos e prepara-se para encerrar ao nível mais baixo do último mês, numa sessão em que estão a descer cerca do dobro dos títulos que negoceiam em alta.

“O regresso da China a um discurso de medidas restritivas está a deixar o mercado nervoso”, disse o analista do AMP Capital Investors, Nader Naeimi, À Bloomberg. “Todos os receios voltam a ser de que a China vá demasiado longe [nas medidas de redução do crescimento] e qual o efeito disso no crescimento da região. Isso está a dar uma desculpa aos investidores para realizarem lucros”, acrescentou.

Em Tóquio, o Nikkei 225 recua 0,15% para 9.811,66 pontos depois de ter chegado a registar perdas de 1,1%, enquanto o Topix declina 0,30% para 850,30 pontos.

O Hang Seng declina 0,7% e acumula um perda de 4,1% nas últimas três sessões, em que se registou um recorde de negociação Hong Kong. Os investidores estão a reduzir a sua exposição à região, ao recearem que o agravamento da inflação na China para um ritmo máximo de dois anos, leve o governo a tomar medidas que penalizem o crescimento na região. O Shangai Composite, índice de referência chinês, desce 1,3%.

O primeiro-ministro chinês , Wen Jiabao, disse hoje que o governo do país está a preparar medidas que se destinam contrariar a inflação na segunda maior economia do mundo. Isto depois de o banco central ter subido a taxa de juro de referência e de, na semana passada, ter aumentado a proporção de capital em reservas relativo aos empréstimo concedidos em um ponto percentual.

“Existem receios de que a procura venha a declinar na China”, disse o gestor de fundos do Nikko Cordial Securities, Hiroschi Nishi, à Bloomberg. “A pressão para vender acções, nomeadamente as relacionadas com recursos básicos, vai aumentar”, acrescentou.

O banco de investimento japonês, Nomura, passou a ter uma perspectiva negativa em relação às acções chinesas denominadas em yuan, argumentando que o governo chinês poderá implementar controlo de preços e medidas “mais draconianas” para contrariar a inflação.

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