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China pode cortar entre cinco a seis milhões de postos de trabalho

O plano de redução de postos de trabalho na China pode ir até aos seis milhões de pessoas em dois anos. O número é avançado pela agência Reuters que cita fontes próximas do governo.

Reuters
Negócios jng@negocios.pt 01 de Março de 2016 às 10:04
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A China pode estar a prepara-se para cortar cerca de cinco a seis milhões de postos de trabalho em empresas que estão estagnadas, nos próximos dois a três anos.

Segundo a Reuters, que cita fontes próximas do governo, a redução de postos de trabalho nas empresas "zombie", como lhes chama, faz parte dos esforços para travar o excesso de capacidade e poluição na indústria.

O governo de Pequim está a tentar rejuvenescer a economia, estagnada, racionalizando, de uma forma saudável, os sectores industriais.

O ponto de partida para este plano são os sectores do aço e do carvão, onde estão previstos cortes na ordem dos 1,8 milhões de colaborades, mas a redução de empregos tornou-se uma das grandes preocupações nas regiões mais pobres da China e antecipa a discussão na sessão anual do parlamento na próxima semana.

Ainda de acordo com uma fonte citada pela agência, o plano do governo chinês de cortar um número tão elevado de trabalhadotes nos sectores que sofrem de excesso de oferta será o mais ousado programa do executivo em quase duas décadas. 

A segunda maior economia do mundo cresceu 6,9% em 2015, a subida mais baixa em 25 anos e o governo espera um crescimento entre 5,9 e 6% para este ano.

 

Apesar da desaceleração, não tem havido conhecimento de despedimentos em massa como aconteceu durante a crise global, quando cerca de 28 milhões de trabalhadores perderam o emprego (1998-2003).

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