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China avança com reestruturação das empresas públicas

A China apresentou um plano de privatização parcial das suas empresas públicas, de acordo com o El Pais. O plano não tem medidas concretas para um sector que tem mais de 30 milhões de funcionários e activos que ascendem a 100 mil milhões de yuans.

Bloomberg
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 15 de Setembro de 2015 às 10:52
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A China apresentou o seu plano de reformas para as empresas públicas, de acordo com o El País. O universo das empresas públicas na China tem mais de 30 milhões de funcionários e acumula activos avaliados em 100 biliões de yuans – cerca de 14 biliões de euros.

De acordo com o jornal espanhol, o plano apresentado, e que estava prometido há cerca de dois anos, contém cerca de 20 páginas e pauta-se sobretudo por ser um plano de intenções, já que não tem medidas concretas.

O objectivo destas reformas, segundo as autoridades de Pequim, é que sendo as companhias detidas também por particulares possam tornar-se em empresas competitivas. Ainda assim, e de acordo com a agência de informação chinesa citada pelo El País, o governo chinês pretende manter o controlo sobre estas empresas públicas. O objectivo é "cultivar um grande número de empresas como um pilar estatal que conta com capacidade de inovação e que possam competir internacionalmente", segundo Pequim.

Estas propostas surgem numa altura em que os mercados financeiros estão de olhos postos na China. Os receios relativos à evolução da economia chinesa, após vários dados económicos menos positivos, têm nas últimas semanas pressionado as acções chinesas e de outros continentes. A estimativa é que a China cresça em torno de 7% este ano, o que representará o menor ritmo de expansão dos últimos 25 anos. Em 2014, a economia chinesa avançou 7,3%, um valor ligeiramente abaixo do apresentado na estimativa de Janeiro.

 
Ainda ontem foi revelado que a produção industrial no país aumentou 6,1% em Agosto, quando comparado com igual período do ano passado. Porém, os economistas consultados pela Bloomberg antecipavam um aumento médio de 6,5%.

 

Também esta segunda-feira, foi revelado que o investimento em activos, que aumentou 10,9% nos primeiros oito meses do ano, quando os economistas previam um acréscimo de 11,2%. O crescimento do investimento foi mesmo o mais moderado desde 2000.

 

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