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Fed diz que compra de obrigações estava a perder eficácia

Os responsáveis pela política monetária norte-americana observaram um declínio da eficácia dos estímulos à economia, no âmbito da compra mensal de obrigações, dizem as minutas da última reunião da Fed.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 08 de Janeiro de 2014 às 19:50
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Os responsáveis do Comité Federal de Operações em Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês), que determina a política monetária nos Estados Unidos da América (EUA), decidiram iniciar a retirada dos estímulos à economia com base na percepção de que o benefício económico das novas compras de obrigações estava deteriorar-se, segundo as minutas da Fed citadas pela Bloomberg.

 

“A maioria dos participantes achou que a eficácia marginal das compras estava, provavelmente, a cair à medida que a compra [de obrigações] continuava”, refere o relatório da reunião que decorreu a 17 e 18 de Dezembro, divulgado esta tarde.

 

Os membros da FOMC também se mostraram preocupados com o custo marginal de compras adicionais, medido em função do risco para a estabilidade financeira, lê-se nas minutas que citam o potencial para que se reunissem as condições para “a tomada excessiva de riscos no sector financeiro”.

 

A Reserva Federal decidiu, em Dezembro, diminuir o montante mensal de compra de obrigações em 10 mil milhões de dólares para 75 mil milhões, já a partir do início de 2014. A descida da taxa de desemprego para um mínimo de cinco anos justificou a decisão.

 

“Muitos comentaram que os progressos até à data tinham sido significativos e alguns expressaram a opinião de que os critérios para uma melhoria substancial do mercado de trabalho seriam, provavelmente, alcançados no próximo ano, se a economia evoluísse como esperado”, acrescentam as minutas. Contudo, outros membros da Fed referiram que “um conjunto de outros indicadores tinha mostrado uma evolução menos consistente” com a perspectiva de crescimento do emprego desejada.

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