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Crescimento japonês e dados do emprego nos EUA animam praças asiáticas

A revisão em alta dos números do crescimento no Japão e os pedidos de subsídio de desemprego, que ficaram abaixo do esperado nos EUA, estão a animar a sessão asiática.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 10 de Setembro de 2010 às 07:53
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As principais praças asiáticas valorizam depois da revisão em alta dos números do crescimento japonês no segundo trimestre e as medidas de estímulo anunciadas pelo governo do país. A animar estão também os dados do desemprego norte-americano, divulgados ontem.

O índice de referência MSCI Ásia – Pacífico aprecia 0,1% para 121,67 pontos e negoceia 5,1% acima de um mínimo de um mês, registado a 25 de Agosto, animado por especulação de que os Estados Unidos irão evitar uma recaída numa situação de recessão.

“Aquilo que nos devemos perguntar é o que pode correr e não aquilo que pode correr mal”, disse o CEO do Ausbil Dexia, Paul Xiradis, à Bloomberg. “Podíamos ver um regresso aos activos de risco e dadas as condições de mercado, isso poderia ser muito poderoso”, disse.

O governo japonês reviu em alta os números do crescimento relativo ao segundo trimestre, para um ritmo e 1,5% ao ano, que compara favoravelmente com o número reportado anteriormente que dava conta de um crescimento ao ritmo de 0,4% ao ano.

Em Tóquio, o Nikkei avança 1,55% para 9.239,17 pontos e o Topix aprecia 0,85% para 833,86 pontos, animado também pelos planos de estímulo à economia, no valor de 920 mil milhões de ienes, anunciados hoje pelo governo, com a finalidade de aumentar o consumo interno e criar empregos.

O índice Kospi valoriza 0,9% e o neozelandês NZX 50 ascende 0,4%, depois de o gabinete de estatística do país, ter divulgado uma subida dos preços das exportações.

Os dados relativos ao desemprego nos Estados Unidos também contribuíram para o optimismo que conduziu a sessão asiática e impulsionou o valor do câmbio do dólar face ao iene, o que favorece as cotadas exportadoras japonesas.

A “recuperação dos resultados nos Estados Unidos está a conduzir a um crescimento do emprego no sector privado”; disse o estratega do Nomura Holdings, Juichi Wako, à Bloomberg. “A preocupação relativa à economia abrandou”.

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