Mundo Deutsche Bank identificou transações suspeitas de Trump

Deutsche Bank identificou transações suspeitas de Trump

A decisão do banco em não avisar as autoridades era prática comum no Deutsche Bank, que preferia proteger os seus clientes mais lucrativos.
Deutsche Bank identificou transações suspeitas de Trump
Reuters
Negócios 19 de maio de 2019 às 20:45

Especialistas no combate à lavagem de dinheiro no Deutsche Bank detetaram um conjunto de transações suspeitas por parte de empresas ligadas a Donald Trump e genro do atual presidente dos Estados Unidos, Jared Kushner.

 

Estas transações suspeitas ocorreram em 2016 e 2017 e os trabalhadores recomendaram ao banco alemão que as reportassem à unidade do Departamento do Tesouro que investiga crimes financeiros. Contudo, segundo o New York Times, o Deutsche Bank decidiu na altura não dar seguimento à recomendação, pelo que as suspeitas ficaram a gaveta.

 

O jornal norte-americano cita cinco atuais e antigos trabalhadores do Deutsche Bank, banco que emprestou vários milhares de milhões de dólares às empresas de Trump e do seu genro.  

 

Os alertas sobre as transações suspeitas de Trump foram dados primeiro pelo sistema informático do banco alemão. Os trabalhadores do Deutsche Bank foram depois analisar essas transações, várias delas de companhias que já não existem, considerando que havia motivo para que fossem reportadas às autoridades competentes.

 

Os mesmos trabalhadores revelaram ao New York Times que a decisão do banco em não avisar as autoridades era prática comum no Deutsche Bank, que preferia proteger os seus clientes mais lucrativos. Um deles revelou mesmo que foi despedido depois de ter concluído a investigação no ano passado.

 

Fonte oficial do Deutsche Bank desmentiu categoricamente estes procedimentos e assegura que o banco tem vindo a intensificar o esforço de combate ao crime financeiro.   

 

Segundo o The New York Times, desde 1998, o Deutsche Bank emprestou ou participou em créditos a Trump e às suas empresas num total de mais de 2,5 mil milhões de dólares (2.182 milhões de euros ao câmbio atual), fazendo do banco alemão o principal credor do presidente norte-americano.


Segundo noticiou a Bloomberg em abril, Donald Trump está a processar o Deutsche Bank para impedir o banco alemão de cumprir com as intimações ("subpoenas") relacionadas com dados bancários, que estão a ser pedidos pelo Congresso dos EUA.




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