Américas Dilma: "Vamos recorrer do golpe em todas as instâncias possíveis"

Dilma: "Vamos recorrer do golpe em todas as instâncias possíveis"

Depois da destituição, Dilma Rousseff repetiu que foi vítima de um "golpe" ."Essa história não acaba assim. Nós voltaremos", afirmou.
Dilma: "Vamos recorrer do golpe em todas as instâncias possíveis"
Adriano Machado/Reuters
Eva Gaspar 31 de agosto de 2016 às 20:06

Hora e meia depois de o Senado a ter condenado, por uma esmagadora maioria (75%), à perda de mandato, Dilma Rousseff repetiu que foi vítima de um "golpe" -  de um "golpe de Estado", "golpe parlamentar", "golpe racista", de um "golpe misógino" – e prometeu que recorrerá a "todas as instâncias possíveis" para reverter uma decisão que disse entrar "na história das grandes injustiças". "Essa história não acaba assim. Nós voltaremos", afirmou, anunciando: "Até daqui a pouco".

As suas primeiras palavras foram para cumprimentar Lula da Silva, ex-presidente e seu padrinho político, e depois para atacar o Senado, que acusou de ter usurpado o voto de 54 milhões de brasileiros, e o governo do seu sucessor, Michel Temer, que classificou de "grupo de corruptos investigados" ao serviço do "radical liberalismo económico e do retrocesso social" apoiado por uma " imprensa facciosa".

Diversos senadores do PT e a própria Dilma já haviam anunciado que recorreriam da decisão do Senado se esta lhe fosse desfavorável. "Não recorro ao Supremo Tribunal Federal porque não esgotei esta instância, não terminei aqui. Vim aqui porque respeito esta instituição. Mas, se [o Senado] der este passo, estará compactuando com o golpe", afirmou nesta segunda-feira quando fez a sua defesa.

Até agora, praticamente todos os recursos apresentados por Dilma foram rejeitados pelo Supremo. Quem detém a competência exclusiva para julgar o Presidente da Republica por crimes de responsabilidade é o Senado. O judiciário pode, porém, pronunciar-se sobre questões processuais. 




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