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"Jihadistas" fazem 170 reféns em hotel no Mali

Duas pessoas estão a sequestrar 140 ocupantes e 30 empregados do hotel Radisson Blu, em Bamako, denunciou a cadeia de hotéis, em comunicado.  

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Gunmen Hold 170 Hostages in Attack on Mali Hotel
Lusa 20 de Novembro de 2015 às 10:54
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"O grupo Rezidor, que gere o hotel Radisson em Bamako, está ciente da tomada de reféns que está hoje em curso, 20 de Novembro de 2015. De acordo com as nossas informações duas pessoas têm bloqueados 140 clientes e 30 empregados", adianta a empresa.

 

De acordo com o testemunho de um jornalista da agência noticiosa francesa que se encontra no local, o fogo disparado por armas automáticas foi ouvido fora do hotel, sem ainda existir relatos sobre eventuais vítimas.

 

"Tudo aconteceu no sétimo andar, os 'jihadistas' estão a disparar no corredor", disse uma fonte de segurança à agência noticiosa France Presse.

 

De acordo com a mesma fonte, as forças policiais já estabeleceram um cordão de segurança.

 

"As nossas equipas de segurança estão em contacto constante com as autoridades locais a fim de prestar toda a ajuda possível para estabelecer a segurança no hotel. Neste momento, não temos mais informações e continuamos a acompanhar a situação de perto", acrescentou o grupo hoteleiro em comunicado.

 

Segundo uma fonte da segurança malaia, os assaltantes chegaram ao hotel numa viatura com matrícula do corpo diplomático.

 

A 7 de Março deste ano, um atentado contra um bar-restaurante em Bamako fez cinco mortos, entre os quais um cidadão belga e um francês, tratando-se do primeiro ataque deste tipo realizado na capital do Mali.

 

Em Agosto passado, ocorreu uma outra tomada de reféns de mais de 24 horas num hotel da cidade do Mali, que provocou a morte a quatro soldados e cinco funcionários da ONU, bem como aos quatro atacantes.

 

Os grupos islâmicos têm levado a cabo ataques no Mali desde Junho, apesar de um acordo de paz entre os rebeldes tuaregues no norte do país e grupos armados rivais pró-Governo.

 

O norte do Mali esteve entre Março e Abril de 2012 sob controlo de grupos 'jihadistas' com ligações à Al-Qaeda, na sequência de um golpe militar.

 

Os grupos foram dispersados e perseguidos após uma intervenção militar internacional lançada em Janeiro, por iniciativa da França, cujas forças militares se mantêm ainda no país.

 

No entanto, há várias zonas que escapam ao controlo das forças militares malaias e estrangeiras.

 

Há muito concentrados no norte do país, os ataques 'jihadistas' estenderam-se desde o início do ano para o centro e, desde Junho, para sul do território.

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