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Emprego nos EUA cresce mais do que o esperado e baralha “certezas” sobre corte de juros

A criação de postos de trabalho nos Estados Unidos aumentou mais do que era esperado no mês passado, ainda que a taxa de desemprego tenha subido para os 3,7%.

EPA
Rita Faria afaria@negocios.pt 05 de Julho de 2019 às 13:45
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A economia norte-americana criou mais postos de trabalho do que era esperado no mês de junho, contrariando os receios de um enfraquecimento do mercado laboral da maior economia do mundo.

Segundo os dados revelados esta sexta-feira, 5 de julho, no mês passado foram criados 224 mil novos empregos, muito acima dos 160 mil que eram esperados pelos economistas, e dos 75 mil que foram criados no mês de maio.

Apesar disso, a taxa de desemprego subiu ligeiramente, do mínimo de 3,6%, em maio, para 3,7%, em junho, enquanto os salários aumentaram 3,1% face ao mesmo mês do ano passado, ligeiramente abaixo do esperado.

Os números acabam por contrariar as perspetivas mais pessimistas, que foram reforçadas esta quarta-feira, com a divulgação dos números da criação de emprego pelo setor privado, que foi mais fraca do que o previsto. O relatório do ADP Research Institute mostrou que o setor privado criou 102 mil postos de trabalho em junho, muito abaixo dos 140 mil que eram projetados.

Com esta subida do emprego, ficam baralhadas as quase certezas do mercado de que a Reserva Federal dos Estados Unidos vai cortar os juros na reunião de 30 e 31 de julho em pelo menos 25 pontos base para contrariar a desaceleração da economia norte-americana. Segundo a Bloomberg, logo após a revelação dos números, o mercado começou a rever em baixa as projeções de uma descida, que seria a primeira em mais de dez anos.

A possibilidade de a Fed cortar os juros já este mês ganhou força nos últimos tempos, depois de o próprio presidente do banco central, Jerome Powell, o ter admitido no início de junho, sublinhando que a Fed vai atuar para suportar a economia americana, num ambiente de elevada incerteza devido à guerra comercial. 

Os indicadores conhecidos recentemente – além dos dados do ADP, houve sinais dececionantes sobre a evolução da indústria e dos serviços – reforçaram essa perspetiva, assim como os nomes propostos por Donald Trump parao Conselho da Reserva Federal (Christopher Walter e Judy Shelton) que são vistos como defensores de uma descida dos juros, em linha com o que tem sido defendido publicamente pelo líder da Casa Branca.


(Notícia atualizada às 14:04)
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