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Encontro entre presidentes dos EUA e China arranca na Flórida

O encontro entre os Presidentes dos Estados Unidos e da China começou, na quinta-feira, na Florida (sudeste), com o programa nuclear da Coreia do Norte e as divergências em torno do comércio bilateral na agenda.

Reuters
Lusa 07 de Abril de 2017 às 08:34
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A reunião foi ofuscada pelo lançamento de mísseis norte-americanos contra uma base na Síria, em resposta ao ataque de terça-feira com armas químicas contra uma localidade no noroeste do país, cuja responsabilidade Washington atribuiu ao regime de Bashar al-Assad.

Washington anunciou o ataque pouco depois de Xi Jinping e a mulher terem deixado o 'resort' de Donald Trump. Mar-a-Lago, na quinta-feira à noite.

Antes do jantar, Trump afirmou que teve uma longa discussão com Xi e que ambos "criaram uma amizade".

A Casa Branca disse que o local foi escolhido para que o encontro de dois dias decorra num ambiente relaxado.

Vários conselheiros de Trump participaram no encontro, incluindo a filha do magnata, Ivanka Trump, e o genro, Jared Kushner.

Trump e a primeira-dama norte-americana, Melania Trump, receberam Xi e a mulher, Peng Liyuan, antes do jantar.

Ainda a caminho da Flórida, Donald Trump declarou que a crise com a Coreia do Norte é uma prioridade no encontro com Xi, afirmando pensar que a China quer desempenhar um papel maior em travar as ambições nucleares da Coreia do Norte.

O líder norte-americano não detalhou o que espera da China, mas sugeriu que existe uma ligação entre "os terríveis" acordos comerciais que Washington fez com Pequim e as provocações de Pyongyang.

Os dois assuntos "estão realmente interligados", sublinhou.

Trump ameaçou que, caso a China não exerça maior pressão sob a Coreia do Norte, os Estados Unidos vão agir sozinhos.

Ainda como candidato à presidência, Trump classificou a China de "problema tremendo", e culpou o país asiático pela destruição de empregos e aumento da dívida externa dos Estados Unidos.

Na semana passada, Trump previu que o encontro com Xi seria "muito difícil".

Dentro da Administração Trump prevalecem divisões sobre a melhor forma de lidar com a China, o principal parceiro comercial dos EUA.

De acordo com funcionários norte-americanos, o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, e o conselheiro para Assuntos Económicos Gary Cohn desejam reforçar as relações com Pequim e alcançar maior cooperação económica.

Mas o conselheiro Peter Navarro, autor do livro "Mortos pela China: Confrontando o Dragão - Um Apelo Global à Ação", prefere tentar isolar a China, mantendo o lema de Trump: "América Primeiro".

Nas vésperas do encontro, Trump assinou ordens executivas que visam reduzir o défice comercial dos Estados Unidos, que se deve sobretudo à nação asiática, 347 mil milhões de dólares (325,4 mil milhões de euros), num total de 502 mil milhões.

Pequim quererá também centrar a discussão em questões comerciais, em detrimento de assuntos de segurança regional, como a Coreia do Norte, indicou Anthony Ruggiero, especialista sobre o leste asiático da Foundation for Defense of Democracies.

Xi vai tentar garantir que Trump não interfere nas reclamações territoriais chinesas no Mar do Sul da China, ou no princípio "Uma só China", que Pequim considera uma garantia de que Taiwan é parte do seu território.

A questão dos Direitos Humanos, motivo de tensão do Governo chinês com anteriores administrações norte-americanas, deve ser posta de lado por Trump, que não fez qualquer referência ao assunto, seja na China ou em qualquer outro país.
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