Mundo Escalada de tensão entre EUA e Irão faz soar os alarmes

Escalada de tensão entre EUA e Irão faz soar os alarmes

O abate de um drone norte-americano pelo Irão provocou uma nova escalada verbal entre os dois países, suscitando reacções vindas de diferentes pontos do globo. Irão garante que aparelho invadiu o seu espaço aéreo, os Estados Unidos dizem que não.
Escalada de tensão entre EUA e Irão faz soar os alarmes
Reuters
Negócios 20 de junho de 2019 às 22:04
O mundo assistiu ontem, com preocupação, a uma nova escalada da tensão entre os Estados Unidos e o Irão. O anúncio por parte do governo iraniano, logo confirmado pelos EUA, de que abatera um drone norte-americano suscitou resposta imediata de Donald Trump, em visita ao Canadá. No seu estilo agressivo, o presidente norte-americano escreveu no Twitter que o Irão cometeu "um enorme erro" deixando no ar possíveis retaliações. Mais tarde, Trump veio pôr água na fervura, dizendo que faria "muita, muita diferença" se o aparelho fosse pilotado".

As autoridades norte-americanas dizem que o aparelho não circulvava no espaço aéreo iraniano, mas o país do Golfe Pérsico desmente. "Vamos levar esta nova agressão perante a ONU e mostrar que os Estados Unidos mentem quando dizem que o drone estava sobre águas internacionais", escreveu, algumas horas depois, Mohammad Javad Zarif, ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano. "Os Estados Unidos sujeitaram o Irão ao seu terrorismo económico, realizaram ações clandestinas contra nós e agora estão a invadir o nosso território", reforçou. O representante de Teerão concluiu a mensagem afirmando que as autoridades iranianas "não procuram a guerra", ressalvando, no entanto, que irão "defender até ao fim" o céu, a terra e as águas territoriais do país.

A escalada entre os dois países gerou reações imediatas. Vladimir Putin veio avisar para as consequências de um ataque dos EUA ao Irão, ao mesmo tempo que Israel veio pedir apoio aos EUA contra a agressão iraniana.

Ao final do dia soube-se que altos representantes do Irão, França, Alemanha, Reino Unido, China e Rússia se vão encontrar no dia 28 para tentar salvar o acordo nuclear com o Irão.



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