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Estados Unidos pedem ajuda à NATO na guerra contra o Estado Islâmico

O secretário-geral da NATO revelou esta quinta-feira que os Estados Unidos pediram a ajuda da aliança atlântica para combater o autoproclamado Estado Islâmico.

Bloomberg
David Santiago dsantiago@negocios.pt 28 de Janeiro de 2016 às 18:51
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Os Estados Unidos solicitaram o apoio da NATO na guerra em curso contra os terroristas do autoproclamado Estado Islâmico (EI). Foi o secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg, quem confirmou, esta quinta-feira, 28 de Janeiro, que "temos um pedido dos Estados Unidos para providenciar suporte aos esforços da coligação" internacional que há já cerca de um ano e meio efectua bombardeamentos aéreos contra as posições detidas pelo EI na Síria e também no Iraque.

 

Stoltenberg, citado pelo agência Reuters, especificou ainda que o pedido feito pelo Pentágono norte-americano não contempla qualquer participação directa no combate ao EI, tratando-se somente de uma solicitação de aviões de vigilância designado de Sistema Aerotransportado de Detecção e Controlo (AWACS, na sigla inglesa).

 

O secretário-geral da organização disse ainda que a NATO vai analisar o pedido norte-americano, com os ministros da Defesa dos países-membros a deverem discutir a questão já no início de Fevereiro.

 

O AWACS permite observar e detectar movimentos num raio de 400 km, um sistema que a NATO já providenciou à Turquia, país que também integra a Aliança e que está sob forte ameaça do EI, designadamente devido à extensa fronteira comum com a Síria. Esta grupo terrorista sunita é acusado de ter provocado vários ataques em solo turco, com dois ataques em 2015 que causaram pelo menos 130 mortos e, já no presente mês de Janeiro, um ataque à bomba no centro de Istambul que matou vários turistas.

Em paralelo às acções militares da coligação liderada por Washington, que, além de incluir a participação de todos os aliados da NATO, conta ainda com países como a Arábia Saudita, também a Rússia mantém um programa de bombardeamentos na Síria desde Setembro. 

Mas apesar das garantias já deixadas por Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, que afiança que a guerra contra o grupo extremista sunita está a ser bem sucedida, subsistem, porém, reticências quanto à efectividade do combate em curso contra o EI.

Por um lado, muito do equipamento militar fornecido por Washington ao exército iraquiano e ao grupos da oposição ao presidente sírio, Bashar al-Assad, foi parar às mãos do elementos do EI. Por outro, Moscovo não se tem limitado a atacar as posições detidas pelo EI na Síria, mas também a enfraquecer a capacidade militar dos rebeldes que há cinco anos combatem o regime de Assad, um importante aliado de Moscovo na região. Também a Turquia tem sido acusada de concentrar esforços no combate ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PPK), organização que Ancara classifica de terrorista e que se tem destacado por um combate eficaz aos jihadistas no norte da Síria.

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