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EUA "não estão prontos" para chegar a acordo com a China, diz Trump

O presidente dos Estados Unidos afirma que o país "não está pronto" para fechar um acordo comercial e mantém que a China irá ceder na sua posição.

Donald Trump
EPA
Negócios jng@negocios.pt 27 de Maio de 2019 às 11:08
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Tem sido assim nas últimas semanas: a cada sinal de avanço nas negociações entre as duas maiores economias do mundo, um recuo logo de seguida. Depois de, no final da semana passada, Donald Trump ter afirmado que acredita que o conflito comercial com a China irá resolver-se "rapidamente", o presidente norte-americano dá agora o dito por não dito e garante que os Estados Unidos "não estão prontos" para chegar a acordo com os chineses.

As declarações foram feitas, esta segunda-feira, 27 de maio, durante uma visita oficial de Donald Trump ao Japão. "Penso que, provavelmente, a China desejaria ter fechado o acordo que tiveram em cima da mesa e que tentaram renegociar. Eles gostariam de chegar a acordo. Nós não estamos prontos para chegar a acordo", afirmou o presidente norte-americano, citado pela Bloomberg, durante uma conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, em Tóquio.

Ao mesmo tempo, Trump voltou a ameaçar que as tarifas impostas sobre os produtos chineses importados pelos Estados Unidos "poderão aumentar muito, muito substancialmente e muito facilmente".

Os comentários surgem depois de, este mês, ter entrado em vigor nos Estados Unidos o aumento da tarifa de 10% para 25%, que é aplicada a um grupo de bens chineses no valor de 200 mil milhões de dólares. Para além desta medida, Trump já ameaçou alargar as tarifas de 25% a um novo lote de bens chineses, que ainda não são alvo de taxas aduaneiras, cujas importações estão avaliadas em cerca de 300 mil milhões de dólares.

Os alvos passam por roupa e calçado, brinquedos, telemóveis, computadores portáteis, equipamentos industriais e produtos agrícolas, tendo já levado mais de 170 empresas norte-americanas do setor do calçado a apelar ao presidente do país retire este setor desta lista de produtos aos quais poderão vir a ser aplicadas novas tarifas.

A retaliação por parte dos chineses tem já tido impacto sobre várias empresas norte-americanas com atividade na China, levando-as mesmo a rever planos de investimento ou a relocalizarem fábricas.

Trump, por seu lado, mantém que os chineses vão ceder, insistindo na narrativa de que são eles, e não as empresas norte-americanas (e, por arrasto, os seus consumidores) que pagam as tarifas sobre as importações. "Acredito que, algures no futuro, a China e os Estados Unidos vão alcançar um grande acordo comercial e esperamos ansiosamente por isso. Porque não acredito que a China possa continuar a pagar estes milhares de milhões de dólares em tarifas. Não acredito que consigam", afirmou na conferência de imprensa desta segunda-feira.
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