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Euro/Crise: EUA "aliviados" com desenvolvimentos na zona euro

O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, afirmou ontem em Washington que existe "alívio" nos Estados Unidos por a zona euro ter evitado uma "situação de grande risco" com impacto potencial na economia global.

Lusa 20 de Março de 2012 às 00:50
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"A minha sensação, falando com pessoas nos Estados Unidos, é que de facto existe a convicção de que na Europa, na área do euro, foi possível evitar uma situação que poderia ser uma situação de grande risco para a economia da área do euro e para a economia mundial", disse o ministro das Finanças.

Vítor Gaspar falava à imprensa após um encontro com o presidente da Reserva Federal norte-americana, Ben Bernanke, sobre o qual disse apenas ter sido "uma troca de informações e análise sobre Portugal, Europa e Estados Unidos".

Sobre a forma como tem evoluído a visão das autoridades norte-americanas sobre a crise na União Europeia, escusou-se a fazer um balanço por "só agora" ter iniciado os contactos com Washington.

Hoje, Gaspar encontra-se com o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, e terá também uma reunião de trabalho com a direcção e "staff" do Fundo Monetário Internacional.

O programa público do ministro das Finanças começou no Instituto Peterson de Economia Internacional, onde deu uma palestra intitulada "Portugal, Ganhando Credibilidade e Competitividade", na qual explicou as medidas tomadas pelo país para cumprir o programa de ajuda externa e os resultados alcançados.

Respondeu ainda, durante cerca de uma hora, a questões de investigadores, académicos, imprensa económica e representantes de instituições financeiras internacionais.

Após o encontro, defendeu à imprensa que a economia portuguesa está a ajustar-se melhor do que o previsto num contexto de dificuldades e deu como exemplo o comportamento "muito favorável" das exportações no ano passado.

"Nos últimos meses Portugal tem tido um ganho muito significativo de quotas de mercado [de exportação]. A correcção do desequilíbrio da balança comercial, da balança de bens e serviços e de transacções correntes tem ocorrido significativamente mais depressa do que estava previsto no programa", disse.

Este desenvolvimento, adiantou, "testemunha a capacidade da economia portuguesa para se ajustar neste período difícil".

Gaspar desvalorizou ainda as taxas de juro elevadas da dívida portuguesa nos mercados secundários, afirmando que estas condições serão "muito melhores" com o cumprimento do programa, "à medida que vão sendo alteradas as expectativas dos investidores".

O ministro considerou ainda que o aumento dos preços dos combustíveis não altera de forma significativa as projecções económicas do governo, frisando que não há folga orçamental para baixar os impostos sobre combustíveis a nível doméstico.

"Este efeito em concreto, com a magnitude que temos observado, não é de maneira nenhuma suficiente para criar uma variação significativa sobre o cenário macroeconómico", afirmou.

"Não existe efectivamente margem para uma utilização activa de instrumentos fiscais para, por exemplo, atenuar efeito do aumento do petróleo nos mercados internacionais sobre o preço doméstico dos combustíveis", adiantou o ministro, sublinhando a "enorme prioridade" que tem o cumprimento das metas orçamentais.

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