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Ex-conselheiro de Ban Ki-moon diz que Guterres "é candidato favorito" a secretário-geral da ONU

O analista e ex-conselheiro especial do secretário-geral da ONU Edward Luck acredita que "depois das duas primeiras votações, António Guterres emergiu como o candidato favorito a tornar-se o próximo secretário-geral" da organização.

Sábado
Lusa 18 de Agosto de 2016 às 15:11
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"A maioria dos observadores atribui isto ao forte desempenho que [Guterres] demonstrou em encontros com os países membros e nos fóruns públicos. Os membros do conselho também parecem apreciar o seu desempenho enquanto Alto Comissariado para os Refugiados", disse o ex-conselheiro de Ban Ki-Moon em entrevista à Lusa.

 

O professor de relações internacionais da Universidade de Columbia, em Nova Iorque, adiantou que, "no entanto, o processo ainda está no início e é imprevisível."

 

"Há outros candidatos fortes e alguns delegados ainda prefeririam uma mulher ou [candidato] da Europa de Leste", disse.

 

Nas primeiras duas votações informais, que ocorreram a 21 de Julho e 5 de Agosto em Nova Iorque, o ex-primeiro-ministro português António Guterres foi o candidato mais apoiado.

 

Durante a votação, cada um dos 15 membros do Conselho de Segurança indica se "encoraja", "desencoraja" ou se "não tem opinião" sobre os candidatos.

 

Na primeira votação, Guterres recebeu 12 votos de encorajamento e nenhum de desencorajamento. Na segunda, teve 11 votos "encoraja", dois votos "não tem opinião" e dois "desencoraja".

 

O especialista da ONU acredita que "as reformas deste ano para tornar o processo de nomeação mais transparente favoreceram Guterres porque ele tem conhecimento [dos dossiers] e é bem articulado."

 

"Mas o processo de decisão dentro do Conselho de Segurança permanece opaco", acrescenta.

 

Na primeira votação, o ex-primeiro-ministro português foi seguido pelo ex-presidente da Eslovénia, Danilo Turk, que desceu para o quarto lugar na segunda votação. Vuk Jeremic, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros da Sérvia, alcançou o segundo lugar na segunda votação com oito votos favoráveis e quatro "desencoraja".

 

Uma vez que o novo secretário-geral precisa da aprovação de todos os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (Estados Unidos, Reino Unido, Rússia, França e China), o facto mais relevante na segunda votação foi a multiplicação de votos desfavoráveis.

 

"Ninguém consegue prever o resultado, com qualquer grau de certeza. A política é quem terá a palavra final", conclui Luck.

 

Os membros do Conselho Segurança da ONU vão fazer em 29 de Agosto uma terceira votação informal sobre os 11 candidatos, cinco dos quais mulheres, que disputam o cargo de secretário-geral.

 

Até ao momento, a ex-ministra croata Vesna Pusic foi a única que desistiu da corrida.

 

O Conselho de Segurança continuará a realizar votações informais sobre os candidatos até que um surja como consensual, devendo depois o conselho recomendar um nome para aprovação pela Assembleia-Geral da ONU, que reúne representantes de 193 países.

 

A organização espera ter encontrado o sucessor de Ban Ki-moon, que termina o seu segundo mandato no final do ano, durante o outono.

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