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Exército tailandês impõe lei marcial

O exército tailandês declarou lei marcial no país, com a ressalva de não se tratar de um golpe de Estado, depois de meses de protestos contra o governo, que causaram 28 mortos e centenas de feridos.

Thai Military Declares Martial Law, Denies Coup
Lusa 20 de Maio de 2014 às 00:42
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O anúncio foi feito no canal televisivo controlado pelos militares e invocou o objectivo de "restaurar a paz e a ordem para pessoas de todas as partes". Na passada quinta-feira, o exército já havia ameaçado intervir na crise que se tem vindo a desenrolar, depois da morte de três manifestantes num ataque com granada em plena capital do país.

 

Na semana passada, a Comissão Eleitoral da Tailândia pediu o adiamento das eleições legislativas, previstas para 20 de Julho, por causa dos violentos protestos que continuam a assolar o país. "As eleições de 20 de Julho não são mais possíveis. Têm de ser adiadas", disse o secretário-geral da comissão, Puchong Nutrawong, pouco depois de um grupo de manifestantes ter entrado à força no edifício onde se reuniam a comissão eleitoral e o governo, com vista à organização do escrutínio.

 

Dias antes, a cimeira informal da Associação dos Países do Sudeste Asiático (ASEAN), realizada na Birmânia, apelou a uma "resolução pacífica" da crise política na Tailândia, depois de uma decisão judicial ter afastado a primeira-ministra Yingluck Shinawatra.

 

Os dez Estados-Membros da ASEAN estiveram reunidos em Naypyidaw, sem a presença da primeira-ministra tailandesa - destituída do cargo no início do mês, por decisão judicial, que a acusou de abuso de poder -, ou de qualquer outro alto responsável governamental.

 

O líder dos protestos, Suthep Thaugsuban, que foi vice-primeiro-ministro no governo do Partido Democrata, entre 2008 e 2011, instou o Senado e o Supremo Tribunal a nomearem um novo chefe de governo, depois de o Constitucional ter forçado a saída de Yingluck Shinawatra e de nove ministros, ao considerar que a ex-líder do governo abusou da sua posição na nomeação de um alto funcionário.

 

Os manifestantes exigem que, antes da realização de novas eleições, seja colocada em marcha uma reforma do sistema político, que entendem ser corrupto e estar ao serviço dos interesses do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, irmão mais velho de Yingluck, que foi condenado, em 2008, a uma pena de dois anos de cadeia por corrupção, e que vive no exílio.

 

Entretanto, os chamados "camisas vermelhas", que reúnem os partidários do Governo e a organização civil Frente Unida para a Democracia e contra a Ditadura, ameaçaram iniciar uma guerra civil se lhes forem retirados os seus direitos democráticos.

 

A Tailândia vive uma grave crise desde o golpe militar que, em 2006, derrubou Thaksin.

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