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Fed diz que crescimento da economia dos EUA se manteve em Setembro

A Reserva Federal norte-americana refere que a economia norte-americana manteve o seu ritmo de expansão no mês passado, apesar de mais empresas terem revelado receios em torno da solidez da retoma.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 19 de Outubro de 2011 às 19:40
A autoridade monetária dos EUA revelou hoje, no seu Livro Bege, que a actividade económica norte-americana continuou a crescer em Setembro, se bem que “muitas regiões tenham descrito o ritmo de crescimento como ‘modesto’ ou ‘ligeiro’”.

Quatro das 12 regiões analisadas pela Fed – Atlanta, Nova Iorque, Minneapolis e Dallas – revelaram que o seu crescimento foi modesto. Já Chicago reportou que a sua economia “retomou ligeiramente” e Filadélfia referiu que as condições foram “mistas, com mais sectores positivos do que negativos face ao relatório anterior”.

Richmond, por seu lado, salientou que as condições económicas “foram fracas, ou enfraqueceram, na maioria dos sectores”.

Esta é assim a principal conclusão do estudo realizado pelos 12 bancos regionais da Fed durante o período que compreendeu o mês de Setembro e os primeiros sete dias de Outubro e que consta no seu Livro Bege de análise à economia norte-americana.

No Livro Bege anterior, a Fed - liderada por Ben Bernanke (na foto) - disse que a economia dos Estados Unidos tinha crescido a um ritmo mais lento nalgumas regiões do país, entre meados de Julho e finais de Agosto, numa altura em que os consumidores reduziram as suas compras e a produção fabril diminuiu.

O Livro Bege é divulgado duas semanas antes de os responsáveis da Fed tomarem nova decisão quanto à política monetária do país.

A próxima reunião do Comité do Open Market da Fed está agendada para o início de Novembro, em Washington.

Recorde-se que, na reunião do mês passado, a Reserva Federal anunciou que vai vender 400 mil milhões de dólares de obrigações de curto prazo e comprar dívida de longo prazo no mesmo valor. É a chamada “Operação Twist”, em que substitui as maturidades mais curtas por prazos mais longos para aliviar a pressão sobre os juros dessas obrigações.

A medida é conhecida como “Operação Twist” porque o objectivo, ao comprar obrigações de longo prazo e criando pressão compradora nessas maturidades, é precisamente fazer descer os juros sobre essas mesmas obrigações.

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