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Fed teme que mercados sobrevalorizem a recuperação da economia norte-americana

A Reserva Federal dos Estados Unidos mostrou estar apreensiva com o facto de a recuperação da maior economia mundial poder suscitar a tomada de riscos excessivos por parte dos investidores. A Fed garante que continuará de vigilância.

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Some Fed Officials Saw Investors as Too Complacent
David Santiago dsantiago@negocios.pt 09 de Julho de 2014 às 20:56

Apesar da recuperação da maior economia mundia, a Reserva Federal dos Estados Unidos mantém alguma dose de preocupação perante a possibilidade de os investidores estarem a ser demasiado complacentes com as perspectivas económicas, que apontam para o reforço da economia norte-americana, o que poderá levar a uma tomada de riscos excessivos.

 

A Fed divulgou esta quarta-feira, às 19 horas em Lisboa, as minutas relativas ao passado mês de Junho. A instituição liderada por Janet Yellen garantiu que continuará atenta perante a possibilidade, que considera de probabilidade crescente, de os investidores subvalorizarem os riscos financeiros ainda existentes ao valorizarem em demasia a recente evolução da maior economia mundial.

 

A autoridade monetária anunciou também o já expectável quinto corte consecutivo de 10 mil milhões de dólares, para os 35 mil milhões, no programa de compra de activos por parte da Fed utilizados para incrementar a recuperação económica. A Reserva Federal mostrou-se ainda confiante de que esta redução mensal no "quantitative easing" permita, como previsto, encerrar este programa já no próximo mês de Outubro.

 

Nas minutas hoje reveladas, a instituição guiada por Yellen alerta que permanecerá atenta e recorrerá às medidas monetárias necessárias para combater "os riscos excessivos e os desequilíbrios financeiros".

 

Recentemente a Reserva Federal assegurou que as taxas de juro de referência se deverão manter nos níveis actuais por um período longo de tempo, mesmo tendo em conta os dados que apontam para a recuperação da economia norte-americana.

 

Mas esta semana surgiram novas previsões, entre as quais a do Goldman Sachs, onde é previsto que a Fed possa elevar as taxas de juro de referência já no terceiro trimestre de 2015, ao invés dos três primeiros meses de 2016 como inicialmente previsto.

 

Além das melhorias dos níveis de desemprego, que caíram para mínimos de Setembro de 2008, bem como do maior número de novos postos de trabalho criados em Junho, a inflação está também a mostrar sinais de recuperação. A Bloomberg escreve que o índice principal para a Fed mostra o maior avanço anual dos níveis da inflação desde Outubro de 2012.

 

Na próxima semana Janet Yellen deverá prestar o seu testemunho semestral perante o Senado.

 

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