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Gaza: Morreram 655 palestinianos desde o início da ofensiva de Irsael

Decorridos 16 dias desde o início da operação de Israel contra o Hamas registam-se as mortes de 655 palestinianos, 35 israelitas e mais de 4.300 feridos, intensificando-se ao mesmo tempo esforços diplomáticos para um cessar-fogo.

Lusa 23 de Julho de 2014 às 22:18
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O porta-voz do Ministério da Saúde de Gaza, Asraf Al Qedra, na sua mais recente comunicação disse que hoje 23 palestinianos morreram e 230 ficaram feridos.

 

Dos 23 mortos, 15 eram da cidade de Juza, a leste da cidade de Jan Yunis, na Faixa de Gaza.

 

Os feridos são da mesma zona onde os residentes e a polícia denunciaram a presença de blindados israelitas nos arredores da cidade, próxima da fronteira.

 

Fontes palestinianas indicaram à agência noticiosa Efe que a aviação israelita bombardeou também durante o dia de hoje a zona do hospital Al Wafa, situado a este da cidade de Gaza, sem que se tenham registado vítimas.

 

Hoje, o trabalho da ajuda médica de emergência esteve seriamente comprometido, após o anúncio da única central eléctrica do enclave de que suspendeu de forma temporária toda a actividade na sequência de um ataque dos tanques de Israel.

 

Do lado israelita, três soldados morreram hoje sendo que, nos últimos dias, registam-se 32 vítimas mortais entre membros do Exército de Israel, sobretudo desde o início da operação terrestre iniciada na quinta-feira passada.

 

O Gabinete de Segurança de Israel vai reunir-se ainda esta noite para analisar mais uma vez as opções sobre as possíveis tréguas humanitárias, poucas horas depois do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas ter aprovado em Genebra uma resolução que condena Israel por causa da ofensiva contra a Faixa de Gaza.

 

Aprovada por 29 votos a favor, um contra (dos Estados Unidos) e 17 abstenções, a resolução inclui a criação de um mecanismo para investigar os ataques israelitas contra a população civil e possíveis crimes de guerra.

 

"A decisão do conselho é uma farsa que deve ser rejeitada por todos aqueles que são decentes", afirmou o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, em comunicado difundido hoje.

 

O chefe do Governo israelita criticou que "em vez de se investigar o Hamas, que leva a cabo um duplo crime de guerra por disparar foguetes contra civis israelitas enquanto se escuda em civis palestinianos, o conselho pede uma investigação contra Israel".

 

A decisão das Nações Unidas surge no momento em que se verificam esforços diplomáticos, em várias frentes, e que se intensificam no sentido de forçar as duas partes a dialogarem e a pararem os combates.

 

Na região encontra-se o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, que se encontrou hoje com o primeiro-ministro de Israel.

 

Do encontro sabe-se que Netanyahu pediu aos Estados Unidos o restabelecimento dos voos das linhas aéreas norte-americanas para Israel, suspensas depois de um disparo de um lança-foguetes ter atingido as imediações do aeroporto Ben Gurion, em Telavive.

 

Antes do encontro com o primeiro-ministro israelita em Telavive, Kerry esteve em Jerusalém, onde se reuniu com o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, que, por sua vez, esteve reunido com o Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abas.

 

Em comunicado, John Kerry reiterou o "profundo compromisso" para alcançar um cessar-fogo, insistindo que o acordo seja um "projecto que possa ser apoiado por todos", além de ter adiantado que nas últimas 24 horas realizaram-se avanços nesse sentido.

 

Entretanto, Saeb Erekat, membro do Comité Executivo da Organização para a Libertação da Palestina disse que os esforços dos negociadores orientam-se no sentido de se encontrar um equilíbrio entre o levantamento do bloqueio a Gaza e a obtenção de um cessar-fogo.

 

Em Doha, no Qatar, o líder político do movimento palestiniano Hamas sublinhou que é preciso resolver primeiro a questão do "levantamento completo" imposto à Faixa de Gaza desde 2006 antes da aceitação de um cessar-fogo.

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