Angola Governo angolano anuncia criação de Empresa Nacional de Resseguros

Governo angolano anuncia criação de Empresa Nacional de Resseguros

O Governo angolano anunciou esta quinta-feira a constituição de uma Empresa Nacional de Resseguros com o intuito de "minimizar as transferências anuais de milhões de dólares" em prémios de resseguro e "potenciar seguradoras" locais para "maior retenção do risco". 
Governo angolano anuncia criação de Empresa Nacional de Resseguros
Lusa 01 de novembro de 2018 às 21:36

De acordo com o ministro das Finanças de Angola, Archer Mangueira (na foto), que falava hoje na abertura do 3.º Fórum Seguros, a criação de Resseguradora Nacional está na agenda do Conselho Nacional de Estabilidade Financeira, por ser uma "lacuna" que necessita de ser preenchida.

 

"Embora tenham sido dados passos importantes para a sua criação, a Empresa Nacional de Resseguros ainda não é uma realidade continuando assim por preencher uma lacuna importante na cadeia de valores dos seguros e do nosso sistema financeiro", disse.

 

"Resseguro e Cosseguro - Segredos das Seguradoras" foi o lema deste fórum promovido, em Luanda, pelo semanário angolano Expansão que juntou vários atores do sistema segurador e financeiro angolano, entre outras áreas.

 

Para o governante, uma vez instituída uma resseguradora angolana, boa parte dos riscos que nesta altura são cedidos ao mercado externo de resseguro serão retidos localmente e terão um papel importante no mercado angolano e internacional.

 

No quadro do compromisso do executivo angolano para a instalação desta instituição, que deve juntar as 27 seguradoras que actualmente operam em Angola, ações necessárias serão desenvolvidas para sua efectivação "em breve" no mercado angolano.

 

"Uma coisa é certa, a instituição do resseguro, assim como de outros ramos da gestão de riscos, incluindo o seguro agrícola terá de ser feita em função da sustentabilidade dos negócios e nunca contando com o Estado como o prestador de última instância", defendeu.

 

Segundo o governante, apesar do "difícil" contexto económico e financeiro actual, o sector segurador tem ainda uma trajectória que "nos colocará a médio prazo numa situação em que as empresas e as famílias irão aderir mais aos seguros".

 

"O nosso sector segurador tem ainda um caminho a percorrer, para completar a sua cadeia de valor e materializar as suas potencialidades, de tal modo, que em circunstâncias normais venha a desempenhar o seu papel de motor importante para o desenvolvimento", conclui.

 

"Mercado Angolano de Seguros e Fundo de Pensões em 2017, Tendências do Resseguro e Cosseguro, lições para Angola" foram alguns dos temas que estiveram em debate no fórum.




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