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Governo turco despede 1.500 reitores e retira licença a 21 mil professores

O ministério da Educação da Turquia decidiu revogar a licença de mais de duas dezenas de milhares de professores. Nas universidades, 1.500 reitores vão ter de demitir-se.

Primeiro-ministro Binali Yildirim
Reuters
Negócios com Reuters 19 de Julho de 2016 às 17:14
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O Ministério da Educação da Turquia revogou a licença de 21.000 professores a trabalhar em instituições privadas, avançou uma fonte ministerial à agência Reuters esta terça-feira.

"As licenças de 21.000 professores a trabalhar em instituições de gestão privada foram canceladas. Informações de que estas pessoas estão, na sua maioria, associadas a actividades terroristas, foram tidas em consideração", disse um funcionário do ministério à Reuters, sem adiantar mais informação. O Governo turco é liderado por Binali Yildirim (na foto).

Esta terça-feira, 19 de Julho, foi ainda conhecido que o conselho de ensino superior da Turquia ordenou que 1.577 reitores de várias universidades na Turquia se demitissem.

A notícia, também da Reuters, citando o canal de televisão público TRT, adianta que a exigência de mudança nas reitorias de instituições de ensino superior visa as universidades estatais e privadas do país.

A Turquia, país membro da NATO, sofreu uma tentativa de golpe de Estado militar, no passado dia 15 de Julho, que provocou a morte de mais de 200 pessoas.

Desde o fim-de-semana, têm surgido várias notícias de despedimentos e destituições de funções em vários segmentos da administração pública. Esta terça-feira, a agência noticiosa turca Anadolu, citada pela Reuters, adiantou que 399 funcionários do ministério da Família e Políticas Sociais do país viram a sua autoridade ser-lhes retirada.

Vários milhares de funcionários, adianta a agência noticiosa, foram ainda suspensos das forças policiais, das Forças Armadas, do ministério das Finanças e de outras áreas da Administração Pública da Turquia.

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