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Governo português informa que está a acompanhar a situação de Luaty Beirão

Os Negócios Estrangeiros portugueses reiteraram que o Governo luso está a acompanhar a "situação de Luaty Beirão de perto", ainda antes de o caso se ter tornado mediático. Rui Machete defende que este é um assunto interno de Angola.

Miguel Baltazar/Negócios
David Santiago dsantiago@negocios.pt 15 de Outubro de 2015 às 19:00
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Em comunicado enviado às redacções esta quinta-feira, 15 de Outubro, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português voltou a assegurar que o Governo luso "tem acompanhado a situação de Luaty Beirão de perto e desde a primeira hora", acrescentando que está a ter em conta de forma particular "os seus contornos humanitários".

 

O Ministério liderado por Rui Machete explica que o dito "acompanhamento tem sido feito de forma mais próxima através da Embaixada de Portugal em Luanda". Do Palácio das Necessidades vem ainda a informação de que "os embaixadores da União Europeia em Luanda puderam manifestar preocupação pela condição de Luaty Beirão ao Ministro da Justiça de Angola".

 

Por fim, o MNE afiança que mesmo antes de esta situação "ter assumido contornos mediáticos", o Governo português já estava "em contacto com as autoridades angolanas e com os familiares dos detidos".

 

A posição reiterada pelo MNE surge já depois de o ministro Rui Machete ter afirmado, na segunda-feira passada, que o Executivo português estava a acompanhar esta situação do "ponto de vista humanitário", rejeitando qualquer comentário aos contornos políticos deste caso com o facto de se tratar "de uma matéria interna de Angola". Nessa altura, Machete escusou pronunciar-se sobre as questões legais relacionadas com o processo, afirmando que "nisso não nos imiscuíamos".

 

O activista luso-angolano Luaty Beirão, de 33 anos de idade, entrou esta quinta-feira no vigésimo quarto dia de uma greve de fome iniciada no dia em que terminou o prazo legal de 90 dias previsto pela lei angolana para a prisão preventiva. Luaty foi detido, juntamente com outros 16 activistas, no dia 16 de Setembro por suspeitas de estarem a conspirar contra o regime presidido por José Eduardo dos Santos.

 

Já na passada segunda-feira, o Ministério Público angolano divulgou o despacho de acusação contra os 17 activistas, sob o pressuposto de que estavam a preparar um atentado contra Eduardo dos Santos.

 

Na cerimónia de abertura do ano parlamentar hoje realizada em Luanda, o vice-presidente, Manuel Vicente, proferiu um discurso em nome de Eduardo dos Santos, que não participou na cerimónia devido a uma "indisponibilidade momentânea", acusando a existência de "entidades estrangeiras interessadas em instalar o caos e a desordem nalguns países do nosso Continente para provocar a queda de partidos políticos ou de dirigentes com os quais não simpatizam".

 

"Os angolanos nunca vão ceder diante de quem quer que seja, sempre que se tratar da defesa dos seus interesses essenciais e vitais", afirmou Manuel Vicente. 

 

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