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Importações e exportações chinesas desiludem em setembro

Os números da balança comercial chinesa mostram pesos diferentes do que aqueles que eram esperados pelos analistas.

Reuters
Negócios com Bloomberg 14 de Outubro de 2019 às 07:49
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As importações e exportações chinesas recuaram mais do que o esperado em setembro. As tarifas aplicadas pelos Estados Unidos e o abrandamento no comércio  mundial combinaram-se e cortaram a procura.

As exportações caíram 3,2% em comparação com o mesmo mês do ano anterior, enquanto as importações desceram 8,5%, resultando num excedente comercial de 39,65 mil milhões de dólares. Os dados são da administração alfandegária chinesa e foram divulgados esta segunda-feira, 14 de outubro.

Os economistas previram que as exportações deveriam cair 2,8%, enquanto as importações diminuiriam apenas 6%. As exportações para os Estados Unidos em setembro caíram 16%, para um excedente de 26 mil milhões.

"O principal motivo é definitivamente o abrandamento da economia global", justifica a Macquarie Securities em Hong Kong. "O ‘mini’ acordo (entre Estados Unidos e China) é com certeza bom porque está a prevenir que tudo se torne pior. Porém, não está a tornar as coisas muito melhores", continua a mesma empresa, em declarações à Bloomberg.

Washington e Pequim assinaram um acordo provisório esta sexta-feira, 10 de setembro. Este acordo provisório abre caminho para o aguardado entendimento final entre as duas nações depois de mais de um ano em disputa. Nos termos do que foi acordado, a China fará algumas concessões no âmbito agrícola, nomeadamente com um aumento das suas compras de produtos norte-americanos, e os Estados Unidos "congelam" a aplicação de novas tarifas aduaneiras.

Estes dados não são animadores, mas as notícias devem continuar no mesmo registo esta sexta-feira: vão ser revelados os números da produção para o terceiro trimestre, que se prevê ter crescido ao ritmo mais baixo em quase 30 anos.

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