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Irmãos El Bakraoui suspeitos das explosões no aeroporto de Bruxelas

Os terroristas foram de táxi para o aeroporto. Terão utilizado outros dois automóveis. Um terceiro suspeito estará em fuga.  

Reuters
Negócios com Lusa 23 de Março de 2016 às 08:17
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Dois irmãos de apelido El Bakraoui, que tinham já ficha na polícia, foram identificados como bombistas suicidas nos atentados de terça-feira no aeroporto de Zaventem, em Bruxelas, informou hoje a televisão pública RTBF.

 

Duas explosões aconteceram no aeroporto da capital belga na terça-feira, com um intervalo de vários segundos, cerca das 07:00 de terça-feira na zona de venda de bilhetes da Brussels Airlines e American Airlines. Aqui morreram 14 pessoas e outras cem ficaram feridas.

 

A polícia belga publicou no Twitter as imagens dos dois irmãos que terão sido os bombistas suicidas.

 

   

 

Os irmãos el-Bakraoui (Khalid e Ibrahim) são ambos de Bruxelas e ambos têm ligação a vários episódios de crime organizado na capital belga. Estavam já no lote de suspeitos que estavam a ser perseguidos pela polícia belga nos últimos dias, por suspeitas de ligações aos ataques de Paris.

Um dos irmãos tinha alugado um apartamento em Bruxelas que tinha sido investigado pela polícia pelo facto de ter servido de esconderijo para Salah Abdeslam. O outro irmão tinha também apoiado um dos grupos de terroristas que protagonizou os ataques de Paris, nomeadamente os que foram efectuados no Stade de France e no Bataclan.

Terceiro suspeito em fuga tem ligações a Salah Abdeslam

Além dos irmãos El Bakraoui (dois à esquerda na foto), outro terrorista terá estado no aeroporto, mas não se fez explodir e estará agora em fuga. A polícia federal belga emitiu na tarde desta terça-feira, 22 de Março, uma nota visando a captura de um suspeito de envolvimento nos ataques.

As autoridades procuram um homem, vestido com camisa branca, calças pretas e casaco bege e usando chapéu preto e óculos. Na imagem divulgada pela polícia, o homem empurra um carrinho de transporte de bagagens contendo um saco preto.

 

De acordo como Guardian, este terceiro suspeito poderá ser Najim Laachraoui, que já estava a ser procurado pela polícia. O DNA deste alegado suspeito foi encontrado nas habitações utilizadas pelos autores dos ataques em Paris e Laachraoui terá viajado com Salah Abdeslam para a Hungria em Setembro passado. Terá também estado na Síria. 

 

 

Na estação de metropolitano de Maalbeek, a apenas 200 metros da sede da Comissão Europeia, houve uma terceira explosão, cerca das 08:10, que provocou a morte a pelo menos 20 pessoas e ferimentos a outra centena.

 

Terroristas usaram táxi

 

Pelo menos três carros foram usados pelos alegados terroristas de Bruxelas para o duplo atentado de terça-feira: um táxi, um Renault Clio e um Audi S4 preto, avança hoje o diário belga "La Libre Belgique".

 

Imediatamente depois dos atentados, várias testemunhas destacaram a presença de um veículo da marca Audi, de cor escura e sem matrícula, com três ou quatro indivíduos no interior, no aeroporto.

 

Segundo o diário, a pista conduz a uma pessoa de Limburgo, província de Liége, com 22 anos e que já esteve sob observação dos serviços secretos no ano passado.

 

O proprietário do Audi S4 visto em Zaventem pertence à comunidade turca e é conhecido pelos serviços secretos belgas por ter ido no ano passado à Arábia Saudita, de acordo com o jornal.

 

Identificado apenas pela letra A, viajou para esse país com outras três pessoas de Limburgo, com 22, 25 e 26 anos, e com um homem de Amberes de 33 anos e origem marroquina.

 

Os dados do Audi, tal como os de um Renault Clio, foram transmitidos rapidamente às autoridades fronteiriças francesas, luxemburguesas, alemãs e holandesas.

 

As pessoas que estavam dentro do Audi não saíram, porém, no aeroporto, onde aconteceram duas explosões, e regressaram a Bruxelas.

 

O diário deixa a possibilidade de se tratar de uma segunda equipa de bombistas suicidas, que foi para Woluwe-Saint-Lambert, um dos municípios da região Bruxelas-Capital, com o objectivo de realizar o segundo atentado no metro de Maelbeek.

 

O terceiro carro usado pelos alegados terroristas era um táxi, que transportou os três suspeitos da autoria das explosões no aeroporto.

 

Foi o taxista quem, após ver as fotografias dos suspeitos, levou a polícia belga à casa em Schaerbeek onde foi encontrado um dispositivo explosivo, produtos químicos e uma bandeira do grupo extremista Estado Islâmico.

 

O taxista estranhou que os homens não o tivessem deixado ajudar com as malas, onde se veio a descobrir estar o material explosivo.

 

Após colocarem as malas em carrinhos de bagagem no aeroporto, dois deles fizeram explodir os dispositivos. A polícia procura o terceiro homem, que não activou a bomba.

 

Nos atentados de terça-feira em Bruxelas morreram 31 pessoas e mais de 200 ficaram feridas.

 

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