Ásia Jack Ma prevê 20 anos de crescimento "invejável" para a China

Jack Ma prevê 20 anos de crescimento "invejável" para a China

O magnata chinês Jack Ma, fundador e presidente do gigante de comércio electrónico Alibaba, afirmou hoje que a economia chinesa ultrapassará as dificuldades actuais e continuará a crescer a um ritmo "invejável" para o resto do mundo.
Jack Ma prevê 20 anos de crescimento "invejável" para a China
Bloomberg
Lusa 20 de abril de 2016 às 09:06

A China enfrenta "entre três e cinco anos difíceis", mas continuará a ter uma 'performance' "invejável para a maioria das outras grandes economias mundiais durante os próximos 15 ou 20 anos" assinalou.

 

Em declarações ao jornal de Hong Kong South China Morning Post, o magnata apontou que "as indústrias tradicionais estão a sofrer", mas que existe "um aumento do consumo interno, dos serviços e do sector da alta tecnologia, áreas que estão a absorver os novos talentos".

 

Símbolo do sucesso do sector privado chinês na última década, Jack Ma sublinhou que o Governo do seu país está a encetar uma reestruturação da economia nacional, através de políticas monetárias e orientadas para a oferta.

 

"Acredito que surgirão grandes empresas na China", assinalou, admitindo que o abrandamento da economia nacional levou à retirada de alguns investidores estrangeiros, algo que, considera, poderá gerar novas oportunidades.

 

A história provou que "quem investe no país durante momentos de dificuldade sempre obtém bons resultados", apontou.

 

Ma falou também do abrandamento da economia chinesa, que cresceu, no último trimestre, ao ritmo mais lento desde 2009, e insistiu que "não existem razões para pensar que uma economia de tão grande dimensão possa crescer a taxas altas interminavelmente".

 

"Não é sequer bom que a China continue a crescer a essa velocidade", defendeu o segundo homem mais rico do país, cuja empresa se tornou mediática após protagonizar a maior operação de entrada em bolsa de sempre em Wall Street (EUA).

 

"Sendo a segunda maior economia mundial, a China é como um transatlântico que teve de optar entre não desacelerar e afundar o barco ou desacelerar um pouco a fim de poder contornar", ilustrou.

 

Ma referiu ainda as vozes críticas que põem em dúvida as estatísticas oficiais sobre a economia chinesa e asseguram que o Produto Interno Bruto chinês não cresce em torno dos sete por cento, mas apenas cinco por cento.

 

"Ainda que fosse apenas cinco por cento, não existe actualmente uma economia de tamanho semelhante a crescer a essa velocidade", concluiu.




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