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Kiev não quer repetição do caso da Crimeia e Moscovo avisa para o risco de “guerra civil”

As forças militares ucranianas intervieram na região leste da Ucrânia numa operação designada de “anti-terrorista” para liberar os edifícios institucionais ocupados. Moscovo alerta para o risco de eclosão de um conflito civil armado na região enquanto a NATO repete que novos avanços russos na Ucrânia terão consequências graves na relação de Moscovo com o ocidente.

Reuters
David Santiago dsantiago@negocios.pt 08 de Abril de 2014 às 11:50
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Já ao final desta segunda-feira as forças especiais ucranianas libertaram alguns dos edifícios governamentais que os manifestantes pró-russos haviam ocupado. Sob ordem do Presidente interino Oleksandr Turchynov, que acusou “grupos separatistas coordenados pelos serviços especiais russos” da intenção de “desmembrar” a Ucrânia, Kiev retomou o controlo institucional da região de Donekst. Esta segunda-feira os manifestantes tinham auto-proclamado a independência unilateral desta região.

 

Numa mensagem televisiva Turchynov, citado pela “CNN”, alertou que “inimigos da Ucrânia estão a tentar repetir o cenário da Crimeia, mas nós não deixaremos”. A agência Interfax-Ukraine citava uma mensagem do ministro do Interior ucraniano onde este tranquilizava a população numa mensagem via Facebook: “Uma operação anti-terrorista foi lançada. O centro da cidade [Donekst] está bloqueado. Não se preocupem. Assim que terminarmos, iremos reabri-los”.

 

Mas a Rússia, que voltou a ser avisada pelos Estados Unidos para desmobilizar as forças militares que permanecem estacionadas ao longo da fronteira com a zona oriental da Ucrânia, solicitou ao Executivo de Kiev para “cessar imediatamente qualquer preparação militar que possa desencadear uma guerra civil”.

 

O ministro dos Negócios Estrangeiro russo, Sergey Lavrov, desconfia que o objectivo das forças militares ucranianas, deslocadas para o leste do país, passa por “esmagar, com recurso à força, a contestação dos habitantes, do sudeste do país, contra a política da nova autoridade de Kiev”. Lavrov acusou ainda Washington de estar a apoiar esta operação com militares técnicos norte-americanos.

 

Moscovo Vs Ocidente

 

Moscovo reaparece novamente isolado e sob avisos da comunidade internacional. O “El País” escreve que o porta-voz da presidência norte-americana, Jay Carney, avisou o Presidente russo Vladimir Putin para que o seu Governo “cesse qualquer intenção de desestabilizar a Ucrânia”, tendo ainda prevenido para os riscos que acarretariam “futuras intervenções militares”. O secretário de Estado John Kerry já tinha colocado em causa “a espontaneidade” dos movimentos pró-russos que, após o fim-de-semana, invadiram vários edifícios institucionais na Ucrânia.

 

Entretanto a Reuters avança que a NATO voltou a avisar o Kremlin sobre as consequências graves no seu relacionamento com o ocidente no caso de nova movimentação desestabilizadora da integridade territorial da Ucrânia. 

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