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Kodak valoriza 7% com prolongamento do prazo para venda de patentes

A histórica marca de fotografia, que entrou em insolvência em Janeiro, anunciou que o prazo para a venda de patentes, que devia ter sido concluída ontem, vai ser prolongada. Empresa não avançou quando concluirá a transacção.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 14 de Agosto de 2012 às 18:10
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As acções da Eastman Kodak estão a subir 8,15% para 0,227 dólares e já chegaram a ganhar quase 14% durante a sessão.

A animar esteve o prolongamento do prazo para que a empresa tivesse de anunciar o resultado da venda de uma carteira de patentes, segundo um comunicado citado pela Bloomberg. Os ganhos não compensam as perdas recentes. Na sessão bolsista de segunda-feira, a cotada perdeu 34% do seu valor de mercado, com a empresa a não anunciar a importante venda do portfólio de patentes, com que tenciona financiar a sua recuperação.

O prazo determinado para que a cotada anunciasse a sua decisão de venda terminou ontem, mas a fabricante não fechou a operação. A fabricante que foi pioneira no negócio da fotografia não acompanhou o advento da fotografia digital mas detém uma carteira de patentes de imagem digital que avalia entre 2,2 e 2,6 mil milhões de dólares (1,8 e 2,1 mil milhões de euros).

Na passada terça-feira, dia 7 de Agosto, foi divulgado pela BBC que a marca recebeu propostas entre 150 e 250 milhões de dólares. A Kodak não adiantou um novo prazo para a conclusão das negociações.

O valor baixo das ofertas representa mais um revés no esforço do CEO da Kodak, António Perez, em salvar a empresa do colapso. A Kodak pediu protecção judicial de credores em Janeiro ao fim de ter gasto 3,4 mil milhões de dólares em reestruturações e redução do número de postos de trabalho.

“À luz da continuação das negociações com os compradores, a Kodak e os seus credores concordaram em prolongar o prazo para anunciar o resultado de um leilão de patentes”, disse a empresa na segunda-feira à noite, em comunicado citado pela agência noticiosa.

A marca que ficará para sempre associada à fotografia está a tentar angariar fundos para devolver dinheiro aos credores e financiar uma derradeira reestruturação, que lhe permitirá reduzir ainda mais a sua dimensão e focar-se no negócio da impressão, área onde a empresa conseguiu níveis de rentabilidade adequados nos últimos anos.

“O leilão, que é um processo complexo e dinâmico, está em andamento. Como todos os participantes, a Kodak ainda está sujeita a segredo de justiça e não pode avançar mais comentários, nesta altura.”

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